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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

The Adventures of Ozzie and Harriet: Halloween Party (1952)



   A série The Adventures of Ozzie and Harriet é uma das mais famosas comédias familiares da história da TV norte-americana. Não é muito conhecida no Brasil, em comparação com outras sitcoms desse estilo transmitidas na mesma época (Papai Sabe Tudo, I Love Lucy etc.), mas tornou-se marcante por apresentar uma família real. Um dos filhos pequenos é ninguém menos que Ricky James, que mais tarde se tornaria um roqueiro de muito sucesso. O episódio Halloween Party é do comecinho da série - é o quinto programa a ir ao ar - e, como o nome indica, é o especial do Dia das Bruxas, exibido originalmente em 31 de outubro de 1952. Entre no clima de Halloween familiar e divirta-se com a visão estadunidense do que é uma típica família de classe média e seus festejos tradicionais.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Popeye the Sailor: Fright to the Finish (1954)



   Desenho animado do marinheiro Popeye com temática de Dia das Bruxas, para dar um clima mais macabro a este Dia das Crianças. Quem quiser guardar este curta na coleção, basta clicar aqui para baixar a versão em MPEG2.

domingo, 19 de setembro de 2010

Four O’Clock (1957)


   Episódio de estréia da série de TV Suspicion, exibido originalmente em 30 de setembro de 1957 na rede NBC. Não é dos melhores telefilmes de Hitch, mas é um bom exemplo do estilo de trama dos programas produzidos pelo cineasta ao longo das décadas de 50 e 60. Baixar em AVI com 350 MB.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Motion Picture Comics: When Worlds Collide (1952)

   Não é de hoje que o cinema tem procurado maneiras criativas de destruir o mundo. O cinema apocalíptico existe pelo menos desde a década de 1950, quando os filmes de ficção científica invadiram as telas sem pedir licença. Uma das realizações mais espetaculares deste período foi When Worlds Collide, produção de George Pal com direção de Rudolph Maté, lançada em agosto de 1951 e exibida no Brasil com o eloquente título O Fim do Mundo. O filme, no geral, tem um clima leve, de diversão descompromissada, tendo como principal vedete os espetaculares efeitos visuais, premiado com o Oscar da categoria na ocasião.


   Esta adaptação em quadrinhos da história do filme foi editada em maio de 1952, no número 110 da revista Motion Picture Comics. Curiosamente, a HQ recria a trama de maneira bastante liberal em termos visuais, sem se preocupar em reproduzir os ângulos e enquadramentos do longa-metragem, mas segue o roteiro fielmente. A refilmagem de When Worlds Collide, com direção do indefectível Stephen Sommers, está em fase de pré-produção pela DreamWorks, programada para chegar às telas em 2012 - ano em que, para todos os efeitos, o mundo vai acabar de qualquer maneira, então não faz muita diferença.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Incrível! Fantástico! Extraordinário! (1947-1958)

   Eu estava quase finalizando esta postagem quando, por uma feliz coincidência, Laura Cánepa postou no blog dela um texto sobre a adaptação cinematográfica de Incrível! Fantástico! Extraordinário! (1969). Isso me motivou a colocar logo no ar esse texto, pois aqui falo especificamente sobre o programa de rádio que, durante mais de dez anos, prejudicou o sono de muitos ouvintes. Não faltam sequer relatos (aparentemente um tanto exagerados) até de pessoas que cometeram suicídio depois de acompanhar os contos assustadores que eram narrados no programa. Ótima publicidade, sem dúvida.
   Incrível! Fantástico! Extraordinário! foi criado por Henrique Foreis Domingues, mais conhecido como Almirante, um dos nomes mais importantes do rádio brasileiro. O programa era transmitido pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, apresentando dramatizações de casos fantásticos, sobrenaturais e inexplicados, os quais supostamente eram relatos verídicos enviados pelos ouvintes e narrados por Almirante e pelo elenco da rádio. Os textos eram escritos por José Mauro e, posteriormente, por Cesar de Barros Barreto. Cada programa era composto por quatro histórias curtas, narradas em clima de suspense, com direito a sonoplastia e música incidental, tudo desempenhado ao vivo no estúdio.
   O programa estreou em 21 de outubro de 1947, quando foram ao ar as histórias A AranhaO Comandante, Saci Pererê e O Baile. Seguiram-se centenas de programas, apresentando casos como Pianinho de Brinquedo, O Estranho Homem Que Queria Construir uma Granja, O Defunto Que Respondia as Perguntas, O Fantasma da Negra Que Vendia Acarajé, O Cadáver Que Se Levanta da Cama e Pede um Café e tantas outras narrativas tão pitorescas quanto intrigantes. O último programa foi ao ar em 1958. Parte do acervo da série foi restaurado e está disponível para compra na página do Collector’s Studio. Quem se interessar em comprar toda a coleção deve se preparar para desembolsar mais de R$ 600. Ou então pode saciar a curiosidade ouvindo o programa abaixo, infelizmente com qualidade de som sofrível.


   A série causou enorme impacto por todo o país, um testemunho valioso do poder do rádio na época, deixando as pessoas apavoradas, imaginando da maneira mais assustadora possível as histórias narradas a cada episódio. A sofisticação do programa chegava ao ponto de dar nome e endereço completo das pessoas que enviavam os relatos, além de garantir que tudo era cuidadosamente investigado, com integrantes da equipe de produção indo ao local onde teria ocorrido o fenômeno sobrenatural. Difícil acreditar que isso acontecia de verdade, mas certamente servia para inflamar ainda mais a imaginação dos ouvintes.
   O sucesso do programa se repetiu numa edição em livro, no qual o próprio Almirante selecionou 70 dos casos assombrosos mais populares dramatizados no rádio. O volume foi lançado originalmente em 1951 pelas edições O Cruzeiro e reeditado em fins da década de 80, com uma organização mais cuidadosa e focada na pesquisa e no aspecto histórico do programa, pela editora Francisco Alves.
   O programa também inspirou o longa-metragem em episódios Incrível! Fantástico! Extraordinário!, dirigido por C. Adolpho Chadler em 1969, o qual é abordado detalhadamente aqui, e virou série de televisão na temporada 1994-95. Produzido pela TV Manchete e apresentado por Rubens Correa, a nova encarnação de Incrível! Fantástico! Extraordinário! só reaproveitou o nome da clássica criação de Almirante. Os roteiros deixaram de lado os pretensos ‘causos’ verídicos e buscaram inspiração em contos literários, como no programa de estréia, de 23 de novembro de 1994, com o popular A Garra do Macaco. Seguiram-se outros doze episódios (pelo menos tenho gravado esses treze programas; não acredito que a série seja maior do que isso), incluindo títulos como Gêmeas, O Fantasma da Prostituta, A Casa da Clareira e O Relógio do Tempo. Porém, o nível de produção era baixíssimo, com praticamente todas as tramas se passando numa casa de fazenda. Afastadas do cenário urbano, essencial para evocar alguma credibilidade, as histórias quase sempre eram desprovidas de interesse. O derradeiro programa, intitulado Possessão, foi ao ar em 22 de fevereiro de 1995, e a série desapareceu da grade da emissora sem deixar saudades.

domingo, 2 de maio de 2010

Climax!: Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1955)


   Um brutal contraste com a postagem que fiz há algumas semanas sobre a versão perdida no tempo de O Retrato de Dorian Gray na TV Tupi: eis aqui uma adaptação para a TV do clássico O Médico e o Monstro, transmitida em 28 de julho de 1955, na primeira temporada do programa Climax!, uma antologia de histórias de mistério, horror e suspense. Essa raridade é do tempo da televisão ao vivo, quando as dramatizações eram encenadas em tempo real no estúdio de TV, como se fosse um teatro à distância. O episódio está completíssimo, com as inserções comerciais e as vinhetas do canal, para que a experiência de viagem no tempo e espaço seja plena. Resgates de coisas assim só fazem aflorar nosso complexo de vira-lata terceiro-mundista, quando temos que reconhecer que estamos muito distante de tratar nosso passado com um mínimo de interesse e carinho. E isso não se refere apenas à memória da televisão: basta lembrar do quase nada que restou de nosso cinema mudo.
   A adaptação da novela de Robert Louis Stevenson é assinada pelo escritor e dramaturgo Gore Vidal, num de seus primeiros trabalhos para a televisão. Vidal ficou famoso no cinema por não ter sido creditado como um dos roteiristas do épico bíblico Ben-Hur (1959) e por ter exigido que seu nome fosse retirado dos créditos da extravagância pornô Calígula (1979). Michael Rennie (o único e verdadeiro Klaatu de O Dia em Que a Terra Parou) assume de maneira competente o papel duplo do genial, porém inconsequente, doutor Jekyll e de seu alter ego maligno, o selvagem Hyde. Rennie se juntou a uma galeria de grandes nomes que viveram Jekyll e Hyde nas telas, incluindo John Barrymore, Fredric March e Spencer Tracy. Antes dele, Ralph Bell e Basil Rathbone também interpretaram o esquizofrênico cientista na telinha, que mais tarde seria encarnado por Kirk Douglas e tantos outros.
   A californiana Mary Sinclair, rosto familiar em dramatizações de clássicos para a TV (O Morro dos Ventos Uivantes, A Letra Escarlate, Mulherzinhas), faz o papel da mocinha ameaçada pelo vicioso Hyde. O elenco do episódio conta também com a aristocrática presença de Sir Cedric Hardwicke, veterano e versátil ator inglês que um ano antes retratou um Diabo elegante no modesto melodrama noir Bait, dirigido por Hugo Haas como veículo para Cleo Moore, femme fatale de segunda classe então no auge de sua breve carreira.
   Este é um dos poucos episódios de Climax! em domínio público atualmente disponível no mercado de vídeo, mas é bem provável que o resto da série acabe surgindo num lançamento oficial em DVD a qualquer momento.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Terceiro Tiro (1955)

Homenagem a John Forsythe (1918-2010).


   A antológica entrada em cena de John Forsythe, cantando “Flaggin’ the Train to Tuscaloosa”, de Raymond Scott, na comédia macabra dirigida por Alfred Hitchcock, que discute sexo e morte com desconcertante casualidade, ao ponto de ser uma das obras ainda incompreendidas por parte do público.

sábado, 6 de março de 2010

Sherlock Holmes: The Man Who Disappeared (1951)


   Passada toda a onda em torno do novo Sherlock Holmes, vamos voltar a falar do bom e velho detetive criado por Arthur Conan Doyle. O tópico, desta vez, é este raro piloto de uma série de televisão, realizado em 1951. A série, entretanto, foi rejeitada pelos executivos do canal e somente este episódio de meia hora foi concretizado. O vídeo está disponível logo acima (se você não usa o navegador Internet Explorer, possivelmente não está enxergando o vídeo; não sei por que isso acontece!).
   O episódio, intitulado The Man Who Disappeared, é baseado no conto The Man with the Twisted Lip, publicado originalmente em dezembro de 1891. O conto foi traduzido para o português como O Homem de Lábio Torcido e O Homem da Boca Torta, e pode ser lido acessando este endereço. Quem se interessar em conhecer melhor a chamada obra ‘canônica’ de Sherlock Holmes deve visitar esta página.
   A história, mais tarde reunida na antologia As Aventuras de Sherlock Holmes, é da fase na qual o Dr. Watson havia se casado, deixando Holmes morando sozinho no apartamento da Baker Street. A trama não é das melhores e o desfecho chega a ser um pouco previsível para quem já está acostumado aos truques do detetive, mas tem alguns momentos interessantes. O conto, que tem parte de sua ação ambientada numa casa de ópio, faz citação explícita ao vício de Sherlock Holmes em cocaína. Tais referências cocainômanas foram eliminadas na versão para a TV, que também trata de adequar a situação de Holmes e Watson ao seu convencional estado de solteirões colegas de quarto. De resto, a trama é razoavelmente fiel ao conto, aproveitando a premissa na primeira metade e inserindo elementos mais mirabolantes e mudando substancialmente o final.
   Sherlock Holmes é interpretado por John Longden, que teve papel de destaque em dois filmes do início da fase sonora de Alfred Hitchcock (Blackmail e The Skin Game). As feições de Longden, vinte anos mais velho do que quando atuou para Hitchcock, são incrivelmente semelhantes à imagem de Sherlock Holmes consagrada pelas ilustrações clássicas publicadas na revista Strand em fins do século retrasado. Mesmo que este piloto não seja brilhante, não é exagero afirmar que Longden poderia ter interpretado um memorável Sherlock Holmes, caso a série tivesse vingado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Perils of Julia and Gill Man (1954)

   O acervo de imagens da revista Life disponível na internet está repleto de preciosidades que a gente só encontra depois de pesquisar muito no site. Entre as coleções históricas consta até uma visita à casa sinistra onde viveu o serial killer Ed Gein, em 1957. O cinema, como não poderia deixar de ser, tem lugar de destaque no arquivo da Life, com muitas sessões fotográficas exclusivas. Uma das mais curiosas é a série que reproduzo aqui, intitulada Perils of Julia and Gill Man. Clicada pelo fotógrafo Edward Clark em 1954 nas locações do filme O Monstro da Lagoa Negra, da Universal, mostra a curvilínea Julia Adams às voltas com a criatura escamosa descoberta no Rio Amazonas. Acho extremamente charmosa essa coloração envelhecida das fotografias, dando um toque nostálgico às imagens, ao mesmo tempo ingênuas e sensuais, com Miss Adams absolutamente irresistível em seu inimitável maiô.

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