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segunda-feira, 21 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Bellini e o Demônio (2010)
O decadente detetive particular Remo Bellini é contratado por um cliente desconhecido para encontrar O Livro da Lei. Desorientado e em estado de constante delírio devido ao vício em remédios de tarja preta, o investigador recebe um volumoso adiantamento pelo trabalho e inicia sua missão de encontrar o tal livro, aparentemente sem método algum. Bellini mergulha num submundo de crimes violentos, rituais satânicos e conspiração. Depois de consultar um demonólogo, fica sabendo que O Livro da Lei é um dos tomos escritos por Aleister Crowley, o maior bruxo da Nova Era e anunciador do Anticristo. Ao mesmo tempo que busca desesperadamente o livro, assassinatos violentos perturbam a rotina de policiais da cidade. Bellini é avisado pelo demonólogo que quando quatro pessoas forem sacrificadas na fase cheia da lua, a Besta subirá em sua nova forma - e os cadáveres vão se acumulando.
Bellini e o Demônio é o segundo filme adaptado dos livros policiais de Tony Bellotto, talvez mais conhecido como um dos integrantes da banda de rock Titãs. O anterior foi Bellini e a Esfinge, dirigido por Roberto Santucci em 2001. Nos dois, o detetive do título é interpretado por Fábio Assunção, fisicamente adequado ao papel, mas sua atuação não está acima do nível das telenovelas, com todos os cacoetes e exageros típicos de uma mídia que não tolera sutilezas.
A referência inicial que se tem diante da sinopse do filme é um cruzamento entre Coração Satânico, de Alan Parker, e O Último Portal, de Roman Polanski, e essa impressão paira durante todo o filme, indo e vindo. Porém, a bagunça é tamanha que em vários momentos fica duvidoso que caminho o filme pretende seguir. Alguma soluções narrativas são mais do que discutíveis, como colocar personagens dentro da própria cena que estão narrando num flashback. Tenta mostrar estilo, mas é apenas bobo, risível. A câmera treme, chacoalha e trepida em toda cena tensa - e o filme é todo tenso e dramático. Há um abuso de tomadas subjetivas, do tipo ‘alguém espreitando’, sem que nunca fique claro se é de fato o ponto de vista de algum personagem, um anseio de colocar o espectador numa posição desconfortável ou pura baderna. Num dos momentos mais absurdos, a câmera está dentro de um envelope de papel, olhando para a cara de Fábio Assunção, que olha para dentro do envelope! Por que? Impossível saber.
Fazia tempo que eu não via um filme (brasileiro) tão problemático. Certamente há algo de errado num filme que passou pelas mãos de quatro montadores e que tem três créditos distintos de roteiro (eu nunca tinha visto, num mesmo filme, créditos de ‘roteiro original’ e ‘roteiro adaptado’!). A trama tem buracos escandalosos; certamente passagens importantes foram eliminadas na montagem final, enquanto somos bombardeados por cenas repetitivas - Bellini às voltas com seus comprimidos e os policiais batendo cabeças durante as investigações. O diretor Marcelo Galvão andou dando entrevistas renegando o corte imposto pelo produtor. Enquanto que algumas fontes apontam que o filme tem 120 minutos de duração, a versão em DVD é substancialmente mais curta, com 85 minutos.
Porém, só podemos avaliar o filme lançado, não a versão ‘original’ que habita o limbo. Em comparação a Os Famosos e os Duendes da Morte e A Erva do Rato, dois filmes brasileiros recentes que possuem tênues - porém ricas e relevantes - relações com o horror, e são acusados de ‘pretensiosos’ devido às ambições artísticas, Bellini e o Demônio perde feio. Tenta ser artístico e estiloso onde não deveria; conta uma história relativamente simples, mas teima em complicá-la a troco de nada. Numa época em que Cisne Negro vira uma mania mundial, a proposta narrativa de Bellini e o Demônio poderia ser melhor aceita pelo grande público, mas as soluções são lastimáveis.
O próprio lançamento do filme é um drama à parte. Finalizado em 2008, foi exibido em maio do mesmo ano no festival de Los Angeles, nos Estados Unidos, de onde trouxe um prêmio de atuação para Fábio Assunção. Em setembro participou de um festival de cinema do Rio de Janeiro. Sua estréia comercial aconteceu quase dois anos depois, em agosto de 2010, passando praticamente despercebido. Co-produzido pelo TeleCine, nunca teve apoio decente do canal; nunca vi comercial na televisão ou qualquer coisa do tipo. Foi parar no DVD, também sem muita gente dar atenção, lançado alguns dias atrás. Desconfio, por mera desconfiança mesmo, que o fracasso nas bilheterias de Encarnação do Demônio, lançado em 8 de agosto de 2008, tenha influenciado na carreira abortada de Bellini e o Demônio, que chegou a ter sua data de lançamento marcada para 24 de outubro de 2008. Será que temeram que a temática ‘demoníaca’ pudesse afastar o público, numa época em que só se investe em filmes espíritas e com mensagens positivas?
É uma pena, pois tinha tudo para ser um pequeno grande filme de horror brasileiro. Enquanto não temos caminhos originais a percorrer, pelo menos poderíamos manter o gênero vivo com filmes mais convencionais, porém feitos com correção e sinceridade. Há cenas boas no filme, ou pelo menos com potencial latente, como a do demonólogo interpretado por Jack Militello. Porém, a superficialidade de conteúdo é denunciada pelo fato de levar tão a sério um sujeito como Aleister Crowley, o mais pop dos ocultistas, e a quem os que se dizem verdadeiros satanistas dão às costas e chamam de charlatão. Para encerrar, o anticlimático final surpresa - revelado no trailer, talvez pela ganância de achar que o nome de Marília Gabriela pudesse ser um chamariz de público - mostra em que pé estamos em termos de horror brasileiro.
terça-feira, 1 de março de 2011
Cisne Negro (2010)
Uma análise hitchcockiana
“Todos os bons filmes já foram feitos”, disse certa vez Peter Bogdanovich, crítico brilhante e cineasta de luz intermitente. O que pode parecer uma resignada descrença no cinema moderno é, na verdade, uma declaração apaixonada pelos filmes clássicos, aqueles que nunca terminam de dizer o que têm a dizer. São cada vez mais raras as novas idéias no cinema contemporâneo; não é o tipo de mídia onde a invenção e a novidade sejam regras. O normal é a repetição e a aposta no que está dando certo. A enxurrada de remakes e continuações nas últimas temporadas de Hollywood é uma triste constatação disso.
Novidade: talvez esteja aí o cerne da discussão que divide o público de Cisne Negro entre devotos incondicionais e detratores impiedosos. O primeiro grupo se encanta com a complexidade da narrativa e o uso de símbolos e metáforas para retratar perturbações mentais; o segundo se irrita por isso não ser novidade alguma. Acho exagero levar a questão a tais extremos; novidade, é bom que se diga, nunca foi pré-requisito para bom cinema. Falando mais especificamente dos filmes de gênero, Carpenter, DePalma, Argento e Tarantino não são necessariamente originais, porém tampouco são realizadores desprezíveis.
É nesse patamar que pretendo encaixar Darren Aronofsky, especificamente pelo que fez em Cisne Negro. O filme virou uma verdadeira coqueluxe em rodinhas de conversa de cinema, indo do diletantismo à erudição, e provavelmente sou a última pessoa do mundo a escrever sobre ele. A desculpa é prestar uma homenagem à premiação de Natalie Portman com o Oscar, a única real barbada dessa festa (está bem, Toy Story 3 como melhor animação era ainda mais previsível!). Porém, o viés de meu artigo é uma análise hitchcockiana do filme, a partir de suas características mais marcantes. Não quero reivindicar nenhuma originalidade no texto, pois acho a análise bastante óbvia; só quero deixar claro que não li nenhuma resenha sobre o filme e nem consultei as seções de trivias e movie connections do IMDb, por exemplo. Não sou do tipo que lê todas as críticas disponíveis antes de formar a minha opinião. A diversão, quero acreditar, é justamente expor as próprias idéias e dar início a uma discussão que, quando é boa, nunca se encerra.
Sexo e morte
O nome de Alfred Hitchcock costuma ser evocado, quase sempre em vão, sempre que é lançado algum filme razoável de suspense. Muitas vezes, o responsável pela comparação sequer cita quais circunstâncias promovem tal aproximação; provavelmente apenas acha “chique e elegante” comparar algo a Hitchcock. O fato é que o rotundo diretor inglês não era gênio apenas porque era dotado de uma técnica impecável e contava histórias de suspense como mais ninguém. O que o tornava único - e, paradoxalmente, faz com que muitos o imitem - era sua obsessão, basicamente, por dois temas intimamente relacionados que, em suma, justificam nossa existência: sexo e morte.
Todos os grandes filmes de Hitch foram elaborados sob a égide desse duo: Chantagem e Confissão, Pacto Sinistro, Um Corpo Que Cai, Psicose, Marnie, Frenesi, entre outros. O único outro tema que parecia interessar a Hitchcock era viagem, o que curiosamente o associa a Jim Morrison, dos Doors, que certa vez declarou que todas as canções de sua banda eram sobre “amor, morte e viagem”. Darren Aronofsky certamente não estava pensando em viagem quando fez Cisne Negro; tampouco é um filme sobre balé ou sobre uma jovem em crise porque tem medo de fracassar na carreira, como alguns parecem acreditar. Cisne Negro é, pura e simplesmente, um filme sobre sexo e morte, como esses dois temas se relacionam e como um inevitavelmente conduz ao outro.
O mundo é um palco
O estilo narrativo de Cisne Negro segue um ensinamento hitchcockiano que pode ser resumido por uma frase célebre de Shakespeare: “o mundo inteiro é um palco”. A atuação, a dissimulação, a falsidade, mentira ou transformação, inclusive física, tanto no palco quanto fora dele, está presente em muitos filmes de Hitchcock: Assassinato, Pavor nos Bastidores, Um Corpo Que Cai, Cortina Rasgada, Trama Macabra e tantos outros. O processo enfrentado por Nina (Natalie Portman) no filme de Aronofsky é o mesmo de muitas heroínas hitchcockianas: tentar ser outra pessoa, assumir uma identidade que não é a dela, voluntariamente ou por alguma necessidade circunstancial.
Também podemos interpretar como uma metáfora do próprio processo da criação artística, da construção de uma personagem ou de uma trama. Hitchcock fez exatamente isso em Janela Indiscreta, Disque M para Matar e Um Corpo Que Cai, nos quais há em cena um “diretor” que conduz a trama e o rumo dos personagens.
A obsessão trágica de Nina em se tornar o Cisne Negro é a mesma de Scotty, um ex-policial, ao decifar o mistério de Um Corpo Que Cai: ele é prisioneiro de sua profissão e, portanto, não é capaz de não cumprir sua missão, mesmo que isso custe seu grande amor. Existem outros personagens similares na galeria hitchcockiana, como Mr. Memory, de Os 39 Degraus, incapaz de não responder uma pergunta quando é questionado, ou Lila, uma balconista de uma loja de discos que não resiste à tentação de olhar o que rola na vitrola da Sra. Bates ao invadir a velha casa sinistra de Psicose.
Natalie Portman foi merecidamente elogiada, e vem colecionando prêmios em toda festa que comparece, por seu desempenho num papel duplo, e isso nos leva a outra obsessão de Hitchcock: a personalidade dividida, a idéia de que temos dois lados em constante conflito, o bom e o mau, às vezes convivendo dentro de uma mesma pessoa (Psicose), em outras, cindido em dois personagens (Pacto Sinistro). Aronofsky inclusive recorre a um truque essencialmente hitchcokiano para enfatizar isso, abusando do uso de espelhos (vide Psicose). O doppelgänger existe no cinema pelo menos desde o expressionismo alemão (O Estudante de Praga), mas Hitchcock de alguma maneira se apoderou do tema e o tornou seu.
Voando alto
O quebra-cabeças hitchcockiano de Cisne Negro se completa com outras peças que compõem um enredo de obsessão, paranóia e pesadelo: a sexualidade reprimida que aflora com consequências trágicas (A Tortura do Silêncio, Psicose, Marnie), a ambiguidade sexual (Assassinato, Festim Diabólico, Psicose) e a mãe dominadora (Interlúdio, Psicose, Os Pássaros), elementos que se combinam com naturalidade. A cena na qual Nina tenta estimular seu desejo sexual se masturbando na cama, até perceber, horrorizada, a presença da mãe, que dorme numa poltrona ao lado da cama, combina de maneira soberba tanto o horror quanto o humor negro hitchcockianos.
E, obviamente, não podemos esquecer aquela que talvez seja a mais reconhecível assinatura de Hitchcock e que tem relação explícita com Cisne Negro: a presença de pássaros para representar perturbação mental, loucura e delírio. Desde Chantagem e Confissão até a obra-prima Os Pássaros, passando inevitavelmente por Psicose, o diretor recorreu ao simbolismo das aves para retratar almas atormentadas e emoções sufocadas. O clímax do filme de Aronofsky também segue a cartilha do Mestre do Suspense em seus desfechos clássicos: a queda fatal, o despencar no abismo, muitas vezes punindo culpados e pecadores. Sabotador, Um Corpo Que Cai e Intriga Internacional são alguns dos filmes de Hitchcock que terminam com pessoas caindo no abismo, como acontece com Nina em Cisne Negro.
O duplo do duplo
Não tenho a intenção de argumentar que Cisne Negro é um bom filme por ser um apanhado de temas tipicamernte hitchcockianos; o que me interessa observar é que Aronofsky emprega esses símbolos de maneira que dialogam diretamente com o estilo de Hitch. Não são características que encontramos casualmente nos filmes do Mestre do Suspense; são, isso sim, os alicerces de sua maneira de contar histórias. Mesmo os filmes menores do diretor costumam ser discutidos com interesse por apresentarem as mesmas preocupações. Cisne Negro, mesmo com suas imperfeições, também merece suscitar o mesmo tipo de debate, pelo menos para quem acha que vale a pena discutir as muitas possibilidades do horror. (Às vezes tenho a impressão que apenas filmes imperfeitos me interessam, pois são eles que nos revelam o processo humano - portanto fadado a erro - da criação cinematográfica; são eles que nos convidam à discussão, aguçam os sentidos e inflamam opiniões.)
O tema não é novo - a quem quiser conferir outros bons filmes sobre doppelgänger, recomendo As Irmãs Diabólicas, A Janela Secreta, A Metade Negra e até os brasileiros O Sósia da Morte e Gêmeas - mas o filme de Aronofsky tem brilho próprio por conseguir compor personagens tão cativantes e envolver o público em sua obsessão particular. Num nível mais pessoal, comemoro que um filme denso e sombrio como este se torne tão popular e um papel feminino desses seja tão premiado, pois pode ser a deixa para que o cinema industrial americano invista em mais produções deste estilo e contemple níveis de horror que fujam do óbvio.
A lição final, inevitável, é que ainda há o que se aprender com o cinema de Hitchcock, algo que fica muito além da visão superficial de imitadores de pirotecnias, maneirismos e finais-surpresa.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
ATUALIZAÇÃO: Uma Descida ao Inferno de Zé do Caixão (2010)
Recebi no início da tarde de hoje, e acabei de assistir agorinha mesmo, o documentário Uma Descida ao Inferno de Zé do Caixão, realizado pelos estudantes Daiane Sousa, Dênis Matos e Marcela Alves. Há alguns meses, tive o prazer de gravar uma longa entrevista para os meninos aqui em Jundiaí, numa lanchonete rock’n’roll, quando procurado por eles para contribuir com o documentário, e foi bacana poder colaborar com o projeto.
O resultado final ficou bem bacana, apesar da duração relativamente curta, com apenas 28 minutos (a gente sempre acha que tem algo mais a ser dito sobre a figura complexa do Mojica). Melhor ainda foi ver as encantadoras divagações da amiga e colega de brasilidades horroríficas Laura Cánepa, que indiquei para ser entrevistada para o projeto, e que, assistindo ao produto finalizado, tenho certeza que faria uma falta imensa se não tivesse participado. O cineasta e antropólogo Kiko Goifman (FilmeFobia), o jornalista, crítico e biógrafo mojicano André Barcinski e a psicanalista Maria Lúcia Homem - que parece viajar bem mais do que os delírios de Zé do Caixão costumam provocar - também oferecem esclarecimentos sobre as conflitantes figuras de José Mojica Marins e sua imortal criação Zé do Caixão. Ah, claro, o Mojica também é entrevistado, numa calçada qualquer de São Paulo, mas seu depoimento, aparentemente regado a loiras geladas, é um tanto criptografado. Puramente Mojica, claro.
O documentário merece ser prestigiado, no mínimo, por representar um agradável sopro de idéias arejadas e uma urgência de se compreender um dos nossos cineastas mais particulares e o artista mais ativo do horror nacional. Tomara que o filme tenha uma sobrevida fora das salas de avaliação acadêmica; que se torne extra de algum lançamento em DVD ou apareça na programação do Canal Brasil ou coisa parecida.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Trovão da Montanha (2010)
Quem me deu a dica deste curta-vídeo-musical foi o próprio montador da peça, Paulo Sacramento, uma visita sempre querida e mais do que bem-vinda a este blog. Trata-se de mais uma peripécia de Ivan Cardoso, que continua com sua verve irônica, promovendo parcerias impossíveis, desta vez unindo Mr. Robert Zimmermann com o imortal Vincent Price. O resultado é bastante divertido, casando o rock mais básico com o horror camp da banda mecânica comandada pelo indefectível Dr. Anton Phibes tocando seu órgão. Quem provavelmente vai delirar com esse encontro imaginário é minha amadinha Bia, fãzoca de ambos, Dylan e Price. Quanto ao Sacramento, tive o imenso prazer de ver muito recentemente a excelente entrevista que ele concedeu ao programa Sala de Cinema, da SESC TV, um cara que só faz bem ao cinema brasileiro e por quem tenho cada vez mais admiração e respeito.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Jogos Mortais: O Final (2010)
Dia 29 de outubro chega às telas brasileiras aquele que promete ser o último filme da franquia Saw, no lançamento de horror mais aguardado do período de Halloween. A jornalista Maraísa Bueno, do site Guia da Semana, entrevistou-me a respeito das minhas expectativas em torno do filme. Quem quiser saber o que penso deste sétimo filme e de todos os exemplares precedentes da série pode conferir A Derradeira Tortura, a matéria assinada por ela. E estamos conversados!
sábado, 3 de julho de 2010
Fantaspoa: Curtas Nacionais de Animação
Abracadabra
Os Anjos do Meio da Praça
Bob Mosca
Josué e o Pé de Macaxeira
O Jumento Santo na Cidade Que Se Acabou Antes de Começar
A Última Noite
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Banglar King Kong (2010)
Outra versão de King Kong, desta vez uma produção de Bangladesh em ritmo de Bollywood. Perfeito para os defensores do cinema ‘simples e ingênuo’ feito lá pelas bandas do sul da Ásia, para intelectuais, descolados e fãs de absurdos em geral. Resumindo: o cinema deles evoluiu ao estágio dos Trapalhões na década de 1970. O mais difícil de acreditar é que se trata de um filme de 2010. Isso mesmo, essa é uma produção deste ano, não uma relíquia de 30 anos atrás. O trailer é inacreditável. Kong canta. E dança. E a galera vibra com mais uma celebração do trash sem noção e sem vergonha na cara.
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