CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

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terça-feira, 8 de março de 2011

Apocalipse de São João (1470)


   A Biblioteca Digital Mundial vem construindo aos poucos um precioso acervo com alguns dos documentos mais raros, influentes e apreciados da Humanidade, entre mapas, fotografias, filmes, manuscritos e livros. Tudo com acesso livre ao público e com opção para se baixar os arquivos.
   Um dos inúmeros itens preciosos disponíveis no catálogo é uma edição de 1470 do Apocalipse de São João, o incendiário, catastrófico e sangrento clímax da Bíblia cristã, com toda aquela história da chegada da Besta e a derradeira guerra entre o Bem e o Mal que vai arrasar o planeta.
   Também conhecido como Livro da Revelação na tradução em português, ou Apocalypsis Sancti Johannis, no original em latim, o livro traz as visões e premonições de São João e, escrito de maneira enigmática, é fonte inesgotável de interpretações teológicas para quem o leva totalmente a sério - e inspiração permanente para filmes de horror, como A Profecia (1976), de Richard Donner, álbuns de rock, como The Number of the Beast (1982), do Iron Maiden, e tantas outras obras de ficção da cultura pop.
   A edição, impressa na Alemanha usando uma técnica de entalhe em placas de madeira, é rica em ilustrações, no característico estilo medieval, tão fascinante quanto perturbador, todas reproduzidas abaixo para quem tiver preguiça para baixar o arquivo no site. No verso dessas páginas está o texto apocalíptico.
   O acervo da biblioteca digital oferece também aquele que provavelmente é o livro mais famoso de todos os tempos: a edição da Bíblia criada em 1455 por Johannes Gutenberg, o inventor da imprensa, com 654 páginas em alta resolução, pronta para serem impressas e criar uma réplica caseira desse tesouro da Humanidade.

















domingo, 30 de janeiro de 2011

Geórgia Gomide (1937-2011)


   Conheci Geórgia Gomide, como não poderia deixar de ser, num dos jantares oferecidos por meu grande amigo Jaime Palhinha, na mesma ocasião em que conheci Helena Ramos e Omar Fayed, de quem também tornei-me amigo desde então. Foi um grande choque acordar na manhã deste sábado com a notícia da morte de Geórgia. Seus últimos anos foram tristes e constantemente na ilusão de um retorno às telas, no cinema e na televisão. Ela chegou inclusive a tentar um papel em Encarnação do Demônio. Teria ficado perfeita como uma das bruxas cegas.
   Para a maioria das pessoas, Geórgia foi um rosto popular das telenovelas de Globo e afins. Para mim, foi alguém que deixou seu nome marcado também no cinema de horror brasileiro, em pelo menos duas ocasiões. Geórgia foi uma das estrelas de Exorcismo Negro (1974), no qual foi dirigida por José Mojica Marins, integrando um elenco estelar que contou ainda com Jofre Soares, Walter Stuart, Alcione Mazzeo, Marcelo Picchi, Adriano Stuart e Wanda Kosmo. Conversei brevemente com Geórgia sobre a parceria com Mojica, mas ela só pôde lembrar de algumas inofensivas anedotas de bastidores.
   A atriz também participou do melodrama espírita O Médium: A Verdade Sobre a Reencarnação (1980), o qual ela dizia se chamar A Longa Noite dos Reencarnados (provavelmente um título provisório), e onde contracena com Ewerton de Castro, Jussara Freire e Paulo Figueiredo, este último também diretor e roteirista da fita. O filme é um dos exemplares ‘marginais’ do horror brasileiro; como outros exemplares espíritas do período, abusa de um certo terrorismo psicológico para impor sua doutrina. Não se trata de um filme de horror, mas definitivamente um com elementos horroríficos, assustadores e trágicos.
   Fica registrada aqui a homenagem a Geórgia e a todos que a queriam bem, com um presente a quem quiser conhecer sua vida e carreira: basta clicar aqui para baixar a versão em PDF do livro Geórgia Gomide: Uma Atriz Brasileira, escrito por Eliana Pace e lançado em 2008 dentro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Some Chinese Ghosts (1906)

   Hoje é o Dia do Livro, e só para não deixar passar essa data tão inspiradora, achei que seria simpático postar mais um tomo clássico para enriquecer a coleção virtual de nossos leitores de bom gosto. O livro em questão é a versão americana de Some Chinese Ghosts, publicado originalmente em 1887 e disponível aqui num facsímile da edição de 1906. O autor é o folclorista Lefcadio Hearn (1850-1904), que ficou conhecido por compilar lendas e histórias sobrenaturais do Oriente. Os escritos de Hearn serviram de base para o longa-metragem Kwaidan (1964), um dos grandes clássicos do cinema de horror japonês.
   Portanto, neste cenário e época em que o povo brasileiro adota como seu digno representante um semi(?)analfabeto que atende pela ridícula alcunha de Tiririca, nunca é demais incentivar a leitura. Some Chinese Ghosts está disponível apenas em inglês, mas vale o esforço. O livro contém os contos The Soul of the Great Bell, The Story of Ming-Y, The Legend of Tchi-Niu, The Return of Yen-Tchin-King, The Tradition of the Tea-Plant e The Tale of the Porcelain-God, e pode ser baixado em versão PDF clicando aqui.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

The Book of Hallowe’en (1919)

   Um pouco sobre as origens das festividades do Halloween é o que você encontrará neste livro, intitulado, não por acaso, The Book of Hallowe’en. É uma edição de 1919, de autoria de Ruth Edna Kelley, e você pode baixar a versão em PDF clicando aqui. Confira nas páginas abaixo a lista de capítulos do livro.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Incrível! Fantástico! Extraordinário! (1947-1958)

   Eu estava quase finalizando esta postagem quando, por uma feliz coincidência, Laura Cánepa postou no blog dela um texto sobre a adaptação cinematográfica de Incrível! Fantástico! Extraordinário! (1969). Isso me motivou a colocar logo no ar esse texto, pois aqui falo especificamente sobre o programa de rádio que, durante mais de dez anos, prejudicou o sono de muitos ouvintes. Não faltam sequer relatos (aparentemente um tanto exagerados) até de pessoas que cometeram suicídio depois de acompanhar os contos assustadores que eram narrados no programa. Ótima publicidade, sem dúvida.
   Incrível! Fantástico! Extraordinário! foi criado por Henrique Foreis Domingues, mais conhecido como Almirante, um dos nomes mais importantes do rádio brasileiro. O programa era transmitido pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, apresentando dramatizações de casos fantásticos, sobrenaturais e inexplicados, os quais supostamente eram relatos verídicos enviados pelos ouvintes e narrados por Almirante e pelo elenco da rádio. Os textos eram escritos por José Mauro e, posteriormente, por Cesar de Barros Barreto. Cada programa era composto por quatro histórias curtas, narradas em clima de suspense, com direito a sonoplastia e música incidental, tudo desempenhado ao vivo no estúdio.
   O programa estreou em 21 de outubro de 1947, quando foram ao ar as histórias A AranhaO Comandante, Saci Pererê e O Baile. Seguiram-se centenas de programas, apresentando casos como Pianinho de Brinquedo, O Estranho Homem Que Queria Construir uma Granja, O Defunto Que Respondia as Perguntas, O Fantasma da Negra Que Vendia Acarajé, O Cadáver Que Se Levanta da Cama e Pede um Café e tantas outras narrativas tão pitorescas quanto intrigantes. O último programa foi ao ar em 1958. Parte do acervo da série foi restaurado e está disponível para compra na página do Collector’s Studio. Quem se interessar em comprar toda a coleção deve se preparar para desembolsar mais de R$ 600. Ou então pode saciar a curiosidade ouvindo o programa abaixo, infelizmente com qualidade de som sofrível.


   A série causou enorme impacto por todo o país, um testemunho valioso do poder do rádio na época, deixando as pessoas apavoradas, imaginando da maneira mais assustadora possível as histórias narradas a cada episódio. A sofisticação do programa chegava ao ponto de dar nome e endereço completo das pessoas que enviavam os relatos, além de garantir que tudo era cuidadosamente investigado, com integrantes da equipe de produção indo ao local onde teria ocorrido o fenômeno sobrenatural. Difícil acreditar que isso acontecia de verdade, mas certamente servia para inflamar ainda mais a imaginação dos ouvintes.
   O sucesso do programa se repetiu numa edição em livro, no qual o próprio Almirante selecionou 70 dos casos assombrosos mais populares dramatizados no rádio. O volume foi lançado originalmente em 1951 pelas edições O Cruzeiro e reeditado em fins da década de 80, com uma organização mais cuidadosa e focada na pesquisa e no aspecto histórico do programa, pela editora Francisco Alves.
   O programa também inspirou o longa-metragem em episódios Incrível! Fantástico! Extraordinário!, dirigido por C. Adolpho Chadler em 1969, o qual é abordado detalhadamente aqui, e virou série de televisão na temporada 1994-95. Produzido pela TV Manchete e apresentado por Rubens Correa, a nova encarnação de Incrível! Fantástico! Extraordinário! só reaproveitou o nome da clássica criação de Almirante. Os roteiros deixaram de lado os pretensos ‘causos’ verídicos e buscaram inspiração em contos literários, como no programa de estréia, de 23 de novembro de 1994, com o popular A Garra do Macaco. Seguiram-se outros doze episódios (pelo menos tenho gravado esses treze programas; não acredito que a série seja maior do que isso), incluindo títulos como Gêmeas, O Fantasma da Prostituta, A Casa da Clareira e O Relógio do Tempo. Porém, o nível de produção era baixíssimo, com praticamente todas as tramas se passando numa casa de fazenda. Afastadas do cenário urbano, essencial para evocar alguma credibilidade, as histórias quase sempre eram desprovidas de interesse. O derradeiro programa, intitulado Possessão, foi ao ar em 22 de fevereiro de 1995, e a série desapareceu da grade da emissora sem deixar saudades.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

The Complete Works of Edgar Allan Poe (1908)

   O bicentenário de nascimento de Edgar Allan Poe (1809-1849) foi muito comemorado no ano passado, e como não quero esperar até 2049 para celebrar os duzentos anos da morte do mais macabro dos poetas, deixo aqui minha contribuição com um pequenino atraso. Trata-se de uma coleção histórica, lançada em ocasião do primeiro centenário de vida do escritor, com dez volumes reunindo toda a obra de Poe, incluindo poemas, contos e ensaios críticos. Como sempre faço, não se trata de uma simples edição de texto: são facsímiles dos originais, para que todo interessado por literatura fantástica possa enriquecer sua coleção virtual de livros, ou para abastecer seu Kindle ou iPad com títulos indispensáveis; afinal, nada mais prazeroso do que usar a novíssima tecnologia para redescobrir os clássicos. Mesmo quem não gosta ou tem dificuldade para ler em inglês pode baixar os livros pelo menos para ver as figuras, pois a coleção é lindamente ilustrada.

Volume 1               Volume 2

Volume 3               Volume 4

Volume 5               Volume 6

Volume 7               Volume 8

Volume 9               Volume 10

domingo, 25 de abril de 2010

Through the Looking-Glass, and What Alice Found There (1871)

   Considerado a continuação de Alice’s Adventure in Wonderland (1865), apesar de não fazer referências à obra anterior, Through the Looking-Glass, and What Alice Found There (1871) estabelece diversas equivalências em sua narrativa, de certa maneira ‘espelhando’ o livro precedente. As edições de 1872 e 1907 têm 50 ilustrações de John Tenniel, artista que também trabalhou na aventura anterior de Alice. A edição de 1902 é ilustrada por Peter Newell.



Alice’s Adventure in Wonderland (1865)


   Nessa época em que só se fala em Alice no País das Maravilhas, nada melhor do que voltar às origens deste clássico da fantasia. Eis aqui a versão original do livro de Lewis Carroll, lançado em 1865. As edições facsímiles de 1866 e 1905 têm 42 belíssimas ilustrações de John Tenniel. A versão de 1906 é ilustrada por Charles Robinson. As três estão disponíveis para download logo abaixo. Os completistas e curiosos talvez queiram conhecer também o manuscrito original de Carroll, intitulado Alice’s Adventures under Ground, publicado em 1886, incluindo diversas ilustrações do próprio autor. O documento está disponível neste endereço.



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