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sábado, 5 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Geórgia Gomide (1937-2011)
Conheci Geórgia Gomide, como não poderia deixar de ser, num dos jantares oferecidos por meu grande amigo Jaime Palhinha, na mesma ocasião em que conheci Helena Ramos e Omar Fayed, de quem também tornei-me amigo desde então. Foi um grande choque acordar na manhã deste sábado com a notícia da morte de Geórgia. Seus últimos anos foram tristes e constantemente na ilusão de um retorno às telas, no cinema e na televisão. Ela chegou inclusive a tentar um papel em Encarnação do Demônio. Teria ficado perfeita como uma das bruxas cegas.
Para a maioria das pessoas, Geórgia foi um rosto popular das telenovelas de Globo e afins. Para mim, foi alguém que deixou seu nome marcado também no cinema de horror brasileiro, em pelo menos duas ocasiões. Geórgia foi uma das estrelas de Exorcismo Negro (1974), no qual foi dirigida por José Mojica Marins, integrando um elenco estelar que contou ainda com Jofre Soares, Walter Stuart, Alcione Mazzeo, Marcelo Picchi, Adriano Stuart e Wanda Kosmo. Conversei brevemente com Geórgia sobre a parceria com Mojica, mas ela só pôde lembrar de algumas inofensivas anedotas de bastidores.
A atriz também participou do melodrama espírita O Médium: A Verdade Sobre a Reencarnação (1980), o qual ela dizia se chamar A Longa Noite dos Reencarnados (provavelmente um título provisório), e onde contracena com Ewerton de Castro, Jussara Freire e Paulo Figueiredo, este último também diretor e roteirista da fita. O filme é um dos exemplares ‘marginais’ do horror brasileiro; como outros exemplares espíritas do período, abusa de um certo terrorismo psicológico para impor sua doutrina. Não se trata de um filme de horror, mas definitivamente um com elementos horroríficos, assustadores e trágicos.
Fica registrada aqui a homenagem a Geórgia e a todos que a queriam bem, com um presente a quem quiser conhecer sua vida e carreira: basta clicar aqui para baixar a versão em PDF do livro Geórgia Gomide: Uma Atriz Brasileira, escrito por Eliana Pace e lançado em 2008 dentro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O Homem Que Odiava as Mulheres (1968)
Homenagem a Tony Curtis (1925-2010).
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A Casa Sinistra (1932)
Homenagem a Gloria Stuart (1910-2010).
Morreu ontem, domingo, aos 100 anos de idade, a veterana atriz Gloria Stuart. Enquanto que para o povão que só assiste a blockbusters e filmes óbvios ela é apenas ‘a velhinha do Titanic’, para os aficionados por horror ela foi a estrela de pelo menos dois clássicos do gênero: A Casa Sinistra (Old Dark House), de 1932, e O Homem Invisível (The Invisible Man), de 1933, em ambos dirigida pelo competentíssimo James Whale.
Gloria está absolutamente fascinante em A Casa Sinistra, especialmente na cena destacada no vídeo acima. Ela nunca foi lá muito bonita, talvez nem mesmo carismática, mas neste filme exala uma sensualidade palpável. Whale captura perfeitamente, com sua lente escandalosamente fetichista, a figura longilínea e vulnerável da loira. Para mim, é uma das cenas mais representativas de uma espécie de violação sexual estilizada que era própria do cinema hollywoodiano pré-Código Hays: o toque da mão da velha malévola no peito nu da mocinha é um momento de puro horror grotesco, o choque entre a pureza e a corrupção.
O filme é estrelado por Boris Karloff, recém-consagrado pelo papel do monstro de Frankenstein, aqui novamente em papel sinistro sob pesada maquiagem. O estilo cômico é similar ao empregado por Whale em O Homem Invisível e A Noiva de Frankenstein, num casamento perfeito de humor e horror. Se quiser prestar uma homenagem digna a Gloria Stuart, esqueça Titanic. É este filme aqui que você precisa ver.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Ensaio Sobre a Cegueira (2008)
Homenagem a José Saramago (1922-2010).
Na minha opinião, este é uma espécie de filme de zumbi disfarçado, mais cerebral do que visceral, mas ainda assim um exemplo das possibilidades do horror no cinema. Não que muita gente concorde comigo, mas isso é outra história. O português José Saramago escreveu o livro em 1995 e foi premiado com o Nobel de Literatura em 1998. A adaptação de Fernando Meirelles leva às telas a história de uma inexplicável epidemia de cegueira, altamente contagiosa, que atinge inúmeras pessoas de uma metrópole indefinida. Os infectados são recolhidos a abrigos, onde são precariamente alimentados e cuidados, e para onde mais vítimas são enviadas a cada dia. Uma mulher imune ao contágio diz estar cega para ficar em quarentena com o marido infectado, sendo a única pessoa no local capaz de enxergar. É dramático e apocalíptico, às vezes assustador e cruel, mas também esperançoso, uma parábola sobre o desmoronamento da sociedade a partir de uma fraqueza humana.
sábado, 29 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Pac-Man: 30º aniversário
Um dos mais amados jogos eletrônicos de todos os tempos completou neste dia 22 de maio seu 30º aniversário. Claro, estamos nos referindo ao Pac-Man, criado pela empresa japonesa Namco em 1980 e transformado em clássico desde então. O evento foi celebrado mundialmente, incluindo uma versão jogável com o logotipo do Google na página de abertura do site, que ficou no ar por apenas 48 horas. E por que diabos estamos falando disso num blog de horror?!? Oras... nosso herói é perseguido por FANTASMAS, não é mesmo?!
Tudo bem, tudo bem, forcei a barra... mas alguém vai dizer que NÃO vai querer jogar a versão disponível acima?? Trata-se do Pac-Man clássico, apenas levemente modernizado nos gráficos, essas coisas. A jogabilidade e os efeitos sonoros são os do jogo clássico do arcade, maquininha diabólica que tratou de acabar com as economias de muito moleque na década de 80! O jogo, aliás, reencarnou numa infinidade de variações ao longo de todos esses anos, adaptado para praticamente todos os consoles e plataformas existentes, então vale jogar qualquer versão para homenagear um clássico!
Caso não esteja visualizando acima a tela de abertura do game, você precisa apenas instalar o Flash Player, clicando aqui. É indolor, inofensivo e não requer habilidade; tanto quanto o prazer de desperdiçar alguns minutos brincando com esse clássico dos videogames, um autêntico exercício de nostalgia e celebração da cultura pop.
Para conhecer melhor a história e glória do nosso herói amarelinho, vale visitar este verbete da Wikipédia.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Shock SuspenStories: Frank Frazetta
Homenagem a Frank Frazetta (1928-2010).
Como todo mundo sabe, o mestre imbatível das ilustrações de fantasia e ficção científica começou a carreira como quadrinista de horror. A HQ Squeeze Play, publicada originalmente na revista Shock SuspenStories nº 13, de fevereiro/março de 1954, é a única história ilustrada somente por Frank Frazetta para as publicações da EC Comics. Nos demais compromissos para a editora ele sempre trabalhou em parceria de outros artistas. Esta HQ ainda tem como curiosidade o fato de Frazetta ter desenhando ele próprio como protagonista. A capa do gibi, que também se refere a esta história, foi feita por Jack Kamen.
A HQ foi publicada no Brasil na revista Cripta do Terror nº 1, lançada pela editora Record em 1991, com o título Dia de Praia, impressa em preto e branco num papel jornal que - num mundo ideal - não seria usado nem para embrulhar peixe. Por isso preferi publicar aqui no blog a versão original a cores.
domingo, 16 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Joan Crawford: 33º aniversário de morte
Há exatos 33 anos, morria aquela que muita gente considera até hoje a maior estrela do cinema em todos os tempos: Joan Crawford. Para homenagear essa atriz inesquecível, postarei algumas imagens do arquivo do historiador de cinema Jaime Palhinha, certamente o fã número zero de Miss Crawford, que há alguns anos tem trabalhado num livro sobre seu objeto de adoração. O culto a Joan Crawford cresce cada vez mais e hoje ela tem muito mais admiradores do que sua rival Bette Davis e de muitas estrelas de cinema da era de ouro de Hollywood, como Greta Garbo, Ingrid Bergman, Lauren Bacall ou Grace Kelly.
Diferentemente da maioria das suas colegas, Crawford também conta com a admiração e respeito dos aficionados por filmes de horror, que redescobrem a todo momento suas investidas nesse gênero. Considerados lixos desprezíveis na época em que foram lançados, arrasados pela crítica por não estarem à altura de uma estrela da grandeza de Joan Crawford, os filmes de horror da fase final da atriz foram - e continuam sendo - redescobertos pelas gerações seguintes de cinéfilos, que os alçaram à categoria de cult.
Começando pelo histórico confronto com Bette Davis em O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962), o flerte de Miss Crawford com o horror lhe rendeu a alcunha de First Lady of Fright e ficou marcado por participações inesquecíveis em dois veículos em parceria com o mestre do choque William Castle, os clássicos Almas Mortas (1964) e Eu Vi Que Foi Você (1965), seguido pelo grand guignol de Espetáculo de Sangue (1968) e a extravagância pré-histórica Trog, o Monstro das Cavernas (1970). Porém, estas não foram as únicas investidas da atriz no gênero; muito pelo contrário. Ainda no período do cinema mudo, em 1927, uma muito jovem Joan Crawford contracenou com o lendário Lon Chaney em O Monstro do Circo, um dos filmes mais intensos e trágicos da carreira do Homem das Mil Faces. A atriz também protagonizou dois eletrizantes filmes de suspense, os dramáticos Precipícios d’Alma (1952) e Frenesi de Paixões (1955).
Nestes primeiros documentos para homenagear a estrela preferida de muitas gerações de fanáticos por cinema, escolhi dois recortes comentando o falecimento da estrela; um deles muito peculiar, relembrando sua parceria com Lon Chaney. A outra matéria foi publicada na extinta revista Manchete.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Lynn Redgrave (1943-2010)
As irmãs Vanessa e Lynn Redgrave na refilmagem para a televisão que What Ever Happened to Baby Jane? (1991).
quinta-feira, 29 de abril de 2010
ESPECIAL! 30 anos sem Hitchcock
Se os jornais e revistas de hoje não têm a devida memória para os grandes nomes do passado, é nosso papel lembrar de um cineasta que não foi apenas genial, mas acima de tudo um inventor. A compilação de recortes desta série de postagens, mais uma vez, é do historiador Jaime Palhinha, que sem dúvida nenhuma possui um acervo mais volumoso do que muitas cinematecas e escolas de cinema espalhadas por esse país.
Alfred Hitchcock: 30º aniversário de morte
Homenagem a Alfred Hitchcock (13 de agosto de 1899 - 29 de abril de 1980).
Não, Hitchcock não está cavando seu próprio túmulo: ele foi cremado.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Meinhardt Raabe: Ele não está meramente morto; está de fato muito sinceramente morto!
Homenagem a Meinhardt Raabe (1915-2010).
O diminuto Raabe fez o papel do médico-legista dos Munchkins que declara oficialmente a morte da Bruxa Má do Leste no clássico de fantasia O Mágico de Oz (1939). É um dos raríssimos casos de um ator que conquistou o carinho e admiração de gerações de cinéfilos tendo realizado um único filme durante toda a vida.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Christopher Cazenove (1943-2010)
Caso não tenha ficado claro o bastante na postagem do filme O Buraco da Agulha, foi uma homenagem póstuma a Christopher Cazenove, ator britânico falecido ontem, vítima de septecimia. Ele mal aparece no trailer do filme e seu papel é menor (em comparação ao de Donald Sutherland, o verdadeiro dono da película), mas optei por colocar esse filme porque o trailer é muito bom. O filme de horror mais importante da carreira de Cazenove é Uma Voz ao Telefone (The Fantasist, 1986), dirigido por Robin Hardy, mais conhecido por sua obra-prima O Homem de Palha. Infelizmente não encontrei trechos desse filme para postar aqui, mas estas imagens devem quebrar o galho (os scans são contribuição do Jaime Palhinha, muito mais fã do ator do que eu).
Cazenove contracenou com um elenco eclético - William Shatner, Barbara Eden, Roddy McDowall, Morgan Fairchild, Olivia Hussey e Traci Lords! - no telefilme Assassinato na Ilha dos Mortos (Dead Man’s Island, 1996), uma trama de mistério à moda antiga, e fez outras incursões no horror em episódios das séries Hammer House of Horror, Hammer House of Mystery and Suspense e Tales from the Crypt. Porém, talvez seu papel mais significativo seja o de Ben Carrington na popular soap opera Dinastia (1986-7), na qual contracenou com John Forsythe, também falecido recentemente.
O Buraco da Agulha (1981)
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
O Terceiro Tiro (1955)
Homenagem a John Forsythe (1918-2010).
A antológica entrada em cena de John Forsythe, cantando “Flaggin’ the Train to Tuscaloosa”, de Raymond Scott, na comédia macabra dirigida por Alfred Hitchcock, que discute sexo e morte com desconcertante casualidade, ao ponto de ser uma das obras ainda incompreendidas por parte do público.
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