quarta-feira, 24 de março de 2010
Língua Assassina (1996)
Se é que algum dia alguém se questionou como seria uma mistura da cafonice de Pedro Almodóvar com o banho de sangue de Peter Jackson e personagens ultrajantes ao gosto de Álex de la Iglesia, o resultado seria parecido com esta ridícula comédia de horror anglo-espanhola. Língua Assassina (La Lengua Asesina), dirigida por Alberto Sciamma em 1996, é uma combinação de elementos de filmes clássicos de ficção científica - pense em coisas como A Mulher de 15 Metros - e momentos de total nojo escatológico (no auge da era dos efeitos visuais).
O filme, se é que vale alguma coisa, merece ser visto pela presença da charmosíssima Melinda ‘Mindy’ Clarke, que antes havia aparecido como uma zumbi sensual em A Volta dos Mortos Vivos Parte 3. Mindy sofre uma mutação esquisita e torna-se uma vampe com uma enorme língua, a qual possui vida própria e força descomunal. A garota tenta de tudo para se livrar do monstro asqueroso, mas a língua assume o controle e começa a matar. O roteiro absurdo abusa do humor histérico, violência de gibi e poodles que viram gente. O filme conta ainda com breves participações de Robert Englund (Freddy Krueger) e Doug Bradley (Pinhead). O estilo é de trash assumido, mas o filme fez carreira internacional, sendo premiado em festivais de cinema fantástico como Fantasporto, Fantafestival e Sitges.
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Triângulo do Diabo (1975)
Não é exagero afirmar que, dentro da história do filme de horror, as produções para a TV ainda são um tesouro a ser resgatado. A década de 70 teve excepcionais telefilmes do gênero produzidos e exibidos pelas grandes redes norte-americanas, mas muita gente hoje desconhece essas obras, que estão na seleta parcela dos títulos genuinamente raros. Telefilmes, originalmente, foram concebidos para serem veiculados somente na televisão e, por isso, pouquíssimos chegaram ao mercado de vídeo, mesmo na época do VHS. Triângulo do Diabo (Satan’s Triangle, 1975), dirigido por Sutton Roley, é uma das obras-primas inesquecíveis dessa mídia, apresentando um script muito acima da média (o roteirista William Read Woodfield depois escreveu tramas policiais para a telessérie Columbo) e grandes desempenhos de Doug McClure e da top-billing Kim Novak, belíssima como nunca e encantadora mesmo depois da casa dos 40 anos.
Triângulo do Diabo é o tipo de filme que quem viu jamais esquece. Faz parte da minha infância, da descoberta desse gênero fascinante e sempre esteve entre meus filmes de horror preferidos - e um dos que mais me assustou, sem sombra de dúvida. Foi reprisado inúmeras vezes nos meses finais da Rede Manchete (pouco antes de se transformar em RedeTV!). Não consegui gravar em nenhuma dessas ocasiões e só meti a mão numa cópia em VHS fazendo troca com um colecionador do Nordeste (para quem mandei Pink Flamingos em troca - só para citar mais uma loucura pela cinefilia). Com algum esforço, Triângulo do Diabo pode ser encontrado em formato digital pela rede, mas a cópia tampouco é grande coisa.
Outros telefilmes de horror que marcaram minha infância foram Spectro (Spectre, 1977), escrito por Gene Roddenberry, e Veja o Que Aconteceu ao Bebê (Look What’s Happened to Rosemary’s Baby, 1976); este último um abacaxi inacreditável sobre o qual escreverei aqui no blog algum dia. Telespectadores mais velhos costumam lembrar de títulos como Exortação (Black Noon, 1971), A Fazenda Crowhaven (Crowhaven Farm, 1970) e Killdozer (1974), além dos dois sensacionais longas do repórter investigativo Carl Kolchak.
As imagens dessa postagem são do acervo do Jaime Palhinha, que mais uma vez embeleza o blog com suas musas, apresentando aos nossos visitantes frequentes essa visão inspiradora da belíssima Kim Novak. Também serve para registrar uma época na qual os canais de TV até pagavam anúncios no jornal para anunciar seus filmes, e a crítica especializada os levava a sério.
domingo, 21 de março de 2010
Hollywood Chainsaw Hookers (1988): Michelle Bauer e Linnea Quigley
Essa aí pilotando uma motosserra no cartaz é nossa musa sapeca Michelle Bauer. O filme, em si, não passa de mais uma picaretagem aprontada por Fred Olen Ray, sério candidato a pior cineasta de horror da era direct-to-video (brigando ombro a ombro com Jim Wynorski). Para piorar, Hollywood Chainsaw Hookers (1988) foi lançado no Brasil com o título O Massacre da Serra Elétrica 3: O Massacre Final, tentando se passar pelo terceiro filme da saga iniciada por Tobe Hooper e se valendo da presença de Gunnar Hansen, o Leatherface do original de 1974. O verdadeiro terceiro episódio foi realizado em 1989.
O elenco traz outras aspirantes a estrela, todas vestidas em trajes sumários (elas fazem parte de um culto erótico secreto que promove danças com motosserras...), além da presença obrigatória da pequerrucha Linnea Quigley, a scream queen oficial da geração new wave.
Nightmare Sisters (1987): Linnea Quigley, Brinke Stevens e Michelle Bauer
Um típico exemplar dos anos 80 para apresentar, num pacote só, algumas de nossas scream queens pós-Laurie Strode. O cartaz não deixa enganar: é uma tosqueira da pior qualidade, com todos os cacoetes oitentistas, dos figurinos e penteados new wave à sensualidade que se confunde com o vídeo pornô, mercado emergente na época. Michelle Bauer inclusive teve carreira no pornô hardcore poucos anos antes atuando como Pia Snow (entre outros filmes, fez o clássico erótico-futurista Café Flesh).
Em Nightmare Sisters (1987), ela tem a companhia das pequeninas Brinke Stevens e Linnea Quigley. Brinke foi casada por muito tempo com o desenhista de histórias em quadrinhos Dave Stevens, que a usou como modelo de corpo para a personagem inspirada em Bettie Page que aparece em sua graphic novel Rocketeer. Linnea Quigley ficou notória por sua atuação como ‘Trash’, a punkzinha ruiva que tirava a roupa sem mais nem menos em A Volta dos Mortos-Vivos.
A direção de Nightmare Sisters é de David DeCoteau, responsável por alguns dos mais vagabundos filmes de horror teen recentes. Nos últimos anos, DeCoteau tem seguido um estilo no mínimo peculiar, realizando filmes de horror com indisfarçável teor homoerótico. Virou cult entre gays enrustidos e assumidos.
sábado, 20 de março de 2010
Allison Hayes
Sejamos francos: Allison Hayes é uma baita de uma gostosa. Não, chega de eufemismos, de chamá-la de ‘charmosa’, ‘curvilínea’ ou ‘sensual’. Ele é gostosa mesmo, tem um corpo incrivelmente... convidativo. Resumindo: é mulher pra mais de metro; de fato, para 15 metros! Adoro esta montagem (que não é de minha autoria), na qual quatro telas são necessárias para captar toda a formosura desse corpo. A cena é do filme The Undead (1957), dirigido por Roger Corman, exibido originalmente no Brasil como A Morta Viva e posteriormente no TeleCine Cult, há alguns anos, como Os Reencarnados. Allison faz o papel da bruxa Livia e nos deixa literalmente enfeitiçados.
Rainhas do Grito: As Pós-Modernas
Barbara Crampton
(A Hora dos Mortos-Vivos, Do Além, Bonecos da Morte)
Brinke Stevens
(O Massacre, O Invasor do Espaço, Maldição dos Espíritos)
Jamie Lee Curtis
(Halloween, a Noite do Terror, A Bruma Assasina, A Morte Convida para Dançar)
Linnea Quigley
(Natal Sangrento, A Volta dos Mortos-Vivos, O Massacre da Serra Elétrica 3: O Massacre Final)
Melinda Clarke
(A Volta dos Mortos-Vivos Parte 3, Língua Assassina, Spawn, o Soldado do Inferno)
Michelle Bauer
sexta-feira, 19 de março de 2010
Rainhas do Grito: As Modernas
(A Maldição do Demônio, A Mansão do Terror, A Maldição do Altar Escarlate)
Carol Lynley
(Bunny Lake Desapareceu, Herdeiros do Medo, Pânico e Morte na Cidade)
(Espetáculo de Sangue, Terror na Penumbra, Quando o Sexo É Loucura)
Hayley Mills
(A Morte Tem Cara de Anjo, Noite Interminável, Terror Mortal)
Ingrid Pitt
(Os Vampiros Amantes, A Condessa Drácula, A Casa Que Pingava Sangue)
Janet Leigh
(Psicose, Assassinato no Casarão, A Noite dos Coelhos)
Joan Collins
(Contos do Além, Herança Maldita, O Filho do Demônio)
Vera Miles
(Psicose, Está Sobrando um Fantasma, Uivos no Silêncio da Noite)
Yvonne DeCarlo
(Monstros Não Amolem, A Casa das Sombras, Os Anfitriões)
quinta-feira, 18 de março de 2010
Rainhas do Grito: As Clássicas
Acquanetta
(A Mulher Fera, A Rainha das Selvas, Olhos Vidrados)
Allison Hayes
(Os Reencarnados, Dominada pelo Demônio, A Mulher de 15 Metros)
Beverly Garland
(Ameaça Espacial, Emissário de Outro Mundo, O Jacaré Humano)
Evelyn Ankers
(O Filho de Drácula, A Mulher Fera, Aparição Sinistra)
Faith Domergue
(Guerra Entre Planetas, O Monstro do Mar Revolto, A Maldição da Serpente)
Fay Wray
(King Kong, Os Crimes do Museu, O Morcego Vampiro)
Gale Sondergaard
(O Gato Preto, A Mulher Aranha, A Volta da Mulher Aranha)
Mara Corday
(Tarântula, O Ataque Vem do Pólo, O Escorpião Negro)
Yvette Vickers
(A Mulher de 15 Metros, O Ataque das Sanguessugas Gigantes, Espíritos do Demônio)
segunda-feira, 15 de março de 2010
O Começo do Fim (1957)
Contribuição do Jaime Palhinha na homenagem ao Peter Graves, veterano ator falecido hoje, e que teve seus momentos marcantes nas produções de horror e ficção científica de baixo orçamento.
Enquete: Rainhas do Grito
Devido a compromissos profissionais e outros imprevistos (sim, para mim trabalho é algo imprevisto!), não consegui colocar no ar a enquete para escolher a mais querida ‘rainha do grito’ do cinema de horror. Originalmente era para coincidir com o Dia Internacional da Mulher (8 de março, segunda-feira passada), mas como todo dia é dia de admirar e homenagear essa mulherada boa, não faz tanta diferença, convenhamos.
A enquete desta vez é dividida em dois períodos e ficará duas semanas no ar, para que todo mundo consiga chegar à difícil definição de qual delas é a maior de todas. Nossas musas ficarão divididas entre clássicas e modernas, considerando o início do horror moderno a partir do lançamento de Psicose (1960), o autêntico ‘divisor de águas’ do gênero. Vale votar na mais bonita, mais gostosa, mais carismática, mais gritadeira... vale até mesmo escolher a que tem mais talento!
A enquete já está no ar e todos podem votar em suas prediletas (por favor, votem nas duas listas!), mas quero avisar que nos próximos dias publicarei uma coleção de imagens maravilhosas de todas as candidatas, selecionadas pelo Jaime Palhinha, pinçadas de seu vasto acervo iconográfico. O Jaime também me ajudou a selecionar as candidatas (uma tarefa árdua tipo ser jurado de concurso de miss) e é um grande entusiasta desses belos espécimes femininos - aliás, quem não é??
Vale uma observação: o termo scream queen (literalmente, ‘rainha do grito’) originalmente servia para definir as ‘donzelas em perigo’ dos filmes clássicos de horror, a mocinha que gritava muito e sofria nas garras do monstro até ser salva pelo heró. Porém, convencionou-se também chamar de scream queens as vilãs do cinema de horror, mulheres com mais vocação para provocar grito nas outras pessoas do que elas mesmo se esgoelarem.
O mesmo vale para as mulheres poderosas e independentes da década de 1980 em diante, as quais homenagearei futuramente com uma coleção hors concours de rainhas do grito ‘pós-modernas’, somente como colírio para os olhos da galera. Nesse clima, a beldade que ilustra esta postagem se chama Melissa Bacelar, que mantém viva a tradição de incendiar nossa imaginação com o eterno confronto entre bela e fera.
ATUALIZAÇÃO: Percebi que seria um equívoco deixar as pós-modernas fora dessa enquete, então coloquei mais uma lista para vocês votarem! Divirtam-se! (E, por favor, NÃO polemizem, pois não dá pra fazer uma enquete com todas as mulheres maravilhosas do mundo!)
ATUALIZAÇÃO: Percebi que seria um equívoco deixar as pós-modernas fora dessa enquete, então coloquei mais uma lista para vocês votarem! Divirtam-se! (E, por favor, NÃO polemizem, pois não dá pra fazer uma enquete com todas as mulheres maravilhosas do mundo!)
domingo, 14 de março de 2010
Enquete: Décadas de 1940 e 1970
Perguntei “Você gostaria de ler textos sobre filmes de horror de qual década neste blog?” e os leitores deixaram bem claro que NÃO querem que eu escreva sobre filmes recentes! Tudo bem, então nada de filmes das décadas de 1990 e 2000... Bem, talvez de vez em quando, pode ser?!? As décadas mais votadas foram as de 1940 e 1970 (cada uma com 25%), seguidas por 1930 e 1980 (com 20%). Fiquei surpreso com a predileção pelos anos 40, pois é a época de decadência do gênero, de esgotamento das fórmulas consagradas e da proliferação de realizações da chamava poverty row. Porém, claro que tem também os filmes de Val Lewton para compensar esse cenário.
Muito diferente foi a década de 1970, a época da maturidade absoluta do horror cinematográfico, quando passou a ser respeitado como um gênero legítimo (com O Exorcista sendo indicado a uma dezena de categorias no Oscar; com Tubarão abocanhando milhões de dólares nas bilheterias, e filmes como A Profecia e A Sentinela dos Malditos atraindo grandes astros de Hollywood).
Apenas 5% votaram nos anos 1950 e 1960, enquanto que ninguém clicou em 1920, 1990 e 2000. Nas próximas postagens que eu fizer com textos sobre filmes, darei algum destaque aos filmes das épocas preferidas pelos visitantes do blog. Ou não...!
sábado, 13 de março de 2010
Vade Retro: Fábio Cobiaco
Surrupiei estas belas imagens do blog de meu grande amigo Fábio Cobiaco, o mais bem-dotado (no bom sentido!) homem dos pincéis que já tive o prazer de conhecer. O cara é fera em todos os estilos e temas, seja ilustrando, pintando, desenhando ou rabiscando. De vez em quando ele se aventura por temas macabros e o resultado nunca é menos do que maravilhoso. Estas ilustrações são artes conceituais para um filme de horror brasileiro atualmente em fase de pré-produção. O projeto é sigiloso, como todo trabalho feito a longo prazo, mas acho que vale o registro aqui no blog. Vamos aguardar que o filme se concretize e corresponda a essas imagens pesadelares!
sexta-feira, 12 de março de 2010
COMUNICADO: Fantaspoa 2010
Comunicado oficial enviado por João Pedro Fleck e Nicolas Tonsho, organizadores do VI Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre.
3 diferentes assuntos
Daqui a quatro meses estará ocorrendo o VI Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Em virtude disso, estamos enviando o seguinte e-mail para tratar de três assuntos: (1) a submissão de curtas-metragens para seleção; (2) a programação do festival de 2010; e (3) a continuidade do festival após o ano de 2010.
1. Inscrições abertas para curtas-metragens:
O Fantaspoa está com inscrições abertas para a mostra competitiva de curtas-metragens. As inscrições vão até o dia 15 de abril. Podem ser submetidos filmes realizados após 2006 e dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e suspense. Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail fantaspoa@fantaspoa.com.
2. A programação do festival de 2010:
Aqueles que acompanham o evento se surpreenderão com a programação que iremos apresentar em 2010. A Competição Internacional contará com uma série de títulos de grande importância que vem marcando presença em alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo (de gênero fantástico ou não). Uma maior diversidade de gêneros estará presente, assim como de países. As mostras paralelas serão bem variadas e o que podemos adiantar é a presença do renomado diretor italiano Luigi Cozzi. Entre os dias 06 e 09 de julho, ele fará uma série de palestras. Cozzi dirigiu mais de 15 longas-metragens (dentre eles, Starcrash, Alien Contamination e Paganini Horror) e trabalhou com atores como David Hasselhoff, Caroline Munro, Lou Ferrigno, Klaus Kinski e Donald Pleasence. Também escreveu roteiros de filmes realizados por colegas talentosos, como Dario Argento, Lamberto Bava e Joe D’Amato. Dentre uma série de outras mostras, o VI Fantaspoa exibirá uma mostra retrospectiva do trabalho de Luigi, contendo 12 de suas obras.
E o ponto principal:
3. A continuidade do festival após o ano de 2010:
Inicialmente queremos esclarecer que sabemos que algumas pessoas não apreciam o nosso festival, seja pelos filmes que exibimos, ou pelo fato de exibirmos a maioria dos filmes em DVD e em Blu-Ray. Somente queríamos deixá-los a par do fato que recentemente fizemos um levantamento de custos para podermos trazer filmes em 35 mm esse ano. Como nenhum dos filmes que exibimos possui cópias no Brasil, a média de frete (ida e volta) da Europa e EUA, é de aproximadamente R$ 10.000,00 POR filme. Além disso, existe a cobrança de taxas para exibição de uma série de filmes. Por exemplo, poderíamos exibir um dos filmes vencedores do festival de Cannes esse ano e, além do valor do frete, teríamos que pagar uma fee (taxa de exibição) de R$ 2.500,00.
Já lemos em diversos sites e blogs reclamações sobre a nossa programação e que deveríamos trazer uma série de filmes, dentre os quais podemos citar somente alguns: Martyrs, The Children, Frontier(s), Dead Snow, ZMD e Must Love Death. O que as pessoas não sabem é que nós TENTAMOS trazer cada um desses filmes e todos se enquadram no caso acima. Ou seja, além de uma fee exorbitante, a obrigatoriedade da exibição em película.
Para aqueles que conhecem mais de perto o nosso evento sabem que realizamos o mesmo com auto-investimento e que o nosso orçamento total gira em torno de R$ 25.000,00 e que, portanto, pagar fees de R$ 2.500,00 ou trazer filmes em outras mídias se tornam inviável. Além disso, as salas que utilizamos não possuem projetores de HDCam nem Digibeta. Além do valor que investimos a fundo perdido, temos todo o trabalho de produzir o festival, selecionar e legendar cada um dos filmes. Nós não temos nenhum apoiador/patrocinador, público ou privado que cubra os gastos do festival e os mesmos se tornaram altos demais para continuarmos com o projeto.
Estamos tentando aprimorar o nosso evento, apesar da dificuldade de receber qualquer apoio e patrocínio realmente significativo. Pelo segundo ano estamos inscritos na Lei Rouanet e apesar de contatarmos uma série de empresas, não estamos conseguindo nenhum tipo de apoio.
Se por acaso você conhece alguma empresa que possa nos apoiar, peço que nos passem o contato do responsável, para que possamos enviar o nosso projeto para eles. Um evento independente, que em uma cidade como Porto Alegre, nas salas do centro, leva 6.000 espectadores ao cinema ao longo de somente dezoito dias não deveria simplesmente deixar de existir. E infelizmente isso acontecerá caso a situação não mude em 2010.
Nós realmente precisamos de apoio urgente para que o festival não seja cancelado, e o apoio necessário é financeiro. Você pode ajudar publicando essa mensagem em seu site, blog ou enviando para os amigos.
Experiments in the Revival of Organisms (1940)
Depois de todo o rebuliço causado pelo curta-metragem Juvenília entre os amantes de cachorros que visitam este blog, aqui está algo para realmente aguçar a militância no combate à crueldade contra animais, principalmente os pobrezinhos que são cortados, perfurados e cutucados em laboratórios científicos. O filme Experiments in the Revival of Organisms (1940) é um pseudocumentário curto realizado na União Soviética em fins da década de 1930, registrando as assombrosas façanhas da equipe liderada pelo Dr. S.S. Bryukhonenko no Instituto Experimental de Fisiologia e Terapia, em Voronezh, na tentativa de reviver organismos mortos. Bryukhonenko, o arquétipo irretocável do ‘cientista louco’, conduz experiências grotescas com cachorros, extraindo seus órgãos vitais (coração e pulmão) e os mantendo funcionando fora do corpo. A cena mais impressionante (e, por extensão, a mais desagradável e repulsiva) é a da cabeça decapitada de um cãozinho que é mantida viva por algumas horas por meio de um complexo maquinário. O derradeiro experimento mostra um cachorro sendo ressuscitado depois de ficar morto durante dez minutos, quando todo o sangue que foi retirado de seu corpo é novamente injetado em seu organismo por meio de uma engenhoca batizada de Sistema Artificial de Circulação de Sangue.
Falando estritamente em termos cinemáticos (que é o que realmente importa aqui), este bizarro filme de propaganda comunista é um tesouro proibido nos anais dos filmes de horror e ficção cietífica, tendo provavelmente servido de inspiração para obras cultuadas como The Brain That Wouldn’t Die, Donovan’s Brain, The Frozen Dead e tantas outras sobre cientistas que tentam reviver cérebros, cabeças e membros emputados. Comprova, acima de tudo, que os cientistas loucos da ficção ainda ficam devendo aos seus colegas do mundo real.
Prefiro não discutir mais detalhadamente a autenticidade, veracidade ou mesmo a validade do filme como documento científico, mas é flagrante o quanto ele borra os limites entre documentário, propaganda e ficção científica. O filme é repleto de cenas perturbadoras, cruéis e até doentias; o próprio ambiente do laboratório é assustador, com cientistas de aparência sinistra. A Medicina moderna contradiz muitas das ‘façanhas’ apresentadas no filme: como seria possível, por exemplo, o cérebro do cãozinho não sofrer nenhum dano grave depois de ficar dez minutos sem oxigenação?
O documentário, em sua versão americanizada, é apresentado pelo Prof. J.B.S. Haldane, que afirma ter sido testemunha dos experimentos retratados no filme, tornando a farsa ainda mais complexa e preocupante, demonstrando na prática o poder de manipulação que as autoridades enxergavam no cinema. O epílogo é de um absurdo ridículo, no clima de “tudo fica bem quando acaba bem”, e é impressionante que alguém acreditasse na veracidade dessas proezas mesmo naquela época.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Os Garotos Perdidos (1987)
Homenagem a Corey Haim (1971-2010).
Estas duas imagens são a contribuição do Jaime Palhinha para o tributo ao ex-ídolo teen Corey Haim. Observem o circuito de salas de cinema nas quais o filme estreou no estado de São Paulo: nada menos do que dez salas apenas na capital e mais cinco em cidades próximas, como Campinas e Santos. Isso serve para mostrar como o filme foi tratado como um grande lançamento na época.
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