CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um Belo Filme (1910), de Guillaume Apollinaire


Um Belo Filme

Guillaume Apollinaire

     — Quem não tem um crime na consciência? – perguntou o barão d’Ormesan. — De minha parte, nem me dou mais ao trabalho de contá-los. Cometi alguns que me renderam muito dinheiro, e se hoje não sou milionário, devo culpar mais os meus desejos do que os meus escrúpulos.
     Em 1901, juntamente de alguns amigos, fundei a Companhia Internacional Cinematográfica, a qual chamamos CIC, para abreviar. Nosso objetivo era produzir filmes de grande interessse e, em seguida, exibi-los nos cinemas das maiores cidades da Europa e da América. Nosso programa estava muito bem composto. Graças à indiscrição de um empregado doméstico, conseguimos obter uma cena interessante mostrando o presidente da república no momento em que se levantava da cama. Conseguimos filmar também o nascimento do príncipe de Albânia. Em outra oportunidade, subornando alguns funcionários do sultão a preço de ouro, pudemos registrar para sempre a impressionante tragédia do grão-vizir Malek-Pacha, o qual, depois de dolorosas despedidas de suas esposas e filhos, bebeu o funesto café, por ordem de seu mestre, no terraço de sua residência em Pera. 
     Somente nos faltava a representação de um crime. Porém, não sabemos com antecedência a hora de um ataque, e é muito raro que criminosos ajam abertamente.
     Sem esperanças de conseguir por meios lícitos o espetáculo de um ataque, decidimos organizar um por nossa própria conta em uma casa de campo que alugamos em Auteuil. Inicialmente pensamos em contratar atores para simular o crime que queríamos, mas, além do fato de que estaríamos enganando nossos futuros espectadores ao lhes oferecer cenas falsas, como estávamos acostumados a não filmar nada além da realidade, não poderíamos nos satisfazer com uma simples encenação dramática, por mais perfeita que fosse. Também tivemos a idéia de sortear qual de nós seria encarregado de cometer o crime que nossa câmera gravaria. Entretanto, era uma perspectiva que desagradava a todos. Afinal, éramos uma sociedade formada por pessoas honestas e ninguém estava disposto a perder a honra, nem mesmo para fins comerciais.
     Certa noite, montamos uma emboscada na esquina de uma rua deserta, próxima da propriedade que havíamos alugado. Éramos seis, todos armados com revólveres. Surgiu um casal, um homem e uma mulher, ambos jovens, cuja elegância muito apurada nos pareceu adequada para propiciar elementos interessantes de um crime sensacional. Silenciosos, avançamos sobre os dois e os levamos amordaçados para casa. Ali, os deixamos sob a guarda de um dos nossos. Voltamos ao local da emboscada e um senhor de bigodes brancos, em trajes de noite, apareceu na rua; fomos ao seu encontro e o arrastamos para a casa, apesar de sua resistência. A visão de nossos revólveres deu conta de sua coragem e de seus gritos.
     Nosso fotógrafo posicionou a câmera, iluminou a sala adequadamente e se preparou para registrar o crime. Quatro de nós se colocaram ao lado do fotógrafo apontando as armas aos nossos três cativos.
     O jovem casal ainda estava inconsciente. Os despi com muito cuidado. Tirei a saia e o corpete da moça e deixei o rapaz em mangas de camisa. Então falei ao cavalheiro de paletó:
     — Senhor, nem eu e nem meus amigos lhe desejamos mal algum. No entanto, exigimos que você, sob ameaça de morte, assassine este homem e esta mulher, usando o punhal que está aos seus pés. Primeiro de tudo, deve fazê-los despertar do desmaio, tomando cuidado para que não o estrangulem. Como estão desarmados, sem dúvida você vai conseguir seu objetivo.
     — Senhor – respondeu educadamente o futuro assassino –, não tenho outra escolha senão ceder à violência. Você cuidou de todos os arranjos e não pretendo fazê-lo repensar uma decisão cujo motivo não é claro para mim, mas lhe peço um favor, apenas um: permita-me que use uma máscara.
     Nos consultamos e resolvemos que era melhor, tanto para ele quanto para nós, que usasse uma máscara. Amarrei sobre seu rosto um lenço, no qual fiz dois buracos para os olhos, e então o sujeito começou sua tarefa.
     Ele golpeou o rapaz com as mãos. Nosso aparato fotográfico começou a funcionar e registrou esta cena lúgubre. O assassino, usando o punhal, golpeou a vítima no braço. O jovem se pôs de pé e pulou, com força redobrada devido ao medo, sobre as costas de seu agressor. Houve uma breve luta. A moça recobrou a consciência e correu para socorrer o amigo. Foi a primeira a cair, esfaqueada no coração. Depois foi a vez do rapaz, que sucumbiu com a garganta cortada. O assassino fez bem sua parte. O lenço que cobria seu rosto não se mexeu durante a luta. Manteve-se no lugar enquanto a câmera esteve trabalhando.
     — Vocês estão satisfeitos? – ele nos perguntou. — Posso agora fazer a minha higiene?
     Nós o parabenizamos pelo seu trabalho, ele lavou as mãos, penteou os cabelos e escovou suas roupas. Em seguida, a câmera foi desligada.

* * *

     O assassino esperou até que tivéssemos removido todos os traços da nossa passagem, pois a polícia não deixaria de vir no dia seguinte. Saímos todos juntos. O assassino se despediu de nós, como um homem do mundo. Voltou às pressas para o seu clube, pois, sem dúvida ele ganharia somas fabulosas na mesma noite, depois de uma aventura destas. Saudamos o jogador, agradecendo-lhe, e fomos dormir.
     Nós conseguimos nosso crime sensacional.
     Ele fez um barulho tremendo. As vítimas eram a esposa do ministro de um pequeno estado dos Bálcãs e seu amante, o filho do pretendente ao trono de um principado no norte da Alemanha.
     Havíamos alugado a casa de campo sob um nome falso, e o gerente, para não ficar em apuros, declarou ter reconhecido seu inquilino como sendo o jovem príncipe. A polícia bateu os dentes durante dois meses. Os jornais publicaram edições especiais, e, como havíamos saído em turnê, você pode imaginar o nosso sucesso. A polícia não supôs por um instante que apresentávamos o assassinato real. No entanto, tivemos o cuidado de anunciar isso com todas as palavras. Mas o público não foi enganado. Ele nos deixou entusiasmados e, tanto na Europa quanto na América, o que ganhamos para distribuir aos membros de nossa associação, depois de seis meses, foi a soma de 342.000 francos.
     Como o crime causou muito estardalhaço por permanecer impune, a polícia eventualmente prendeu um levantino, o qual não foi capaz de fornecer um álibi válido para a noite do crime. Apesar de seus protestos de inocência, foi condenado à morte e executado. Tivemos outra boa oportunidade. Nosso fotógrafo conseguiu, por um feliz acaso, assistir à execução, e acrescentamos ao nosso espetáculo uma nova cena, feita para atrair as multidões.
     Quando, após dois anos, por razões que prefiro não explicar, nossa associação foi dissolvida, peguei nas mãos minha parte, mais de um milhão, que perdi novamente no ano seguinte nas corridas.

FIM

   Intitulado Un Beau Film no original, este conto é obra do escritor, poeta e crítico francês Guillaume Apollinaire (1880-1918), importante homem das letras de sua época, responsável por cunhar o termo ‘surrealismo’. Colega de artistas como Pablo Picasso, André Breton, Jean Cocteau, Marc Chagall e Marcel Duchamp, foi um dos nomes mais importantes da comunidade artística de Montparnasse, em Paris. Foi preso em 1911, sob a suspeita de ter roubado o quadro Mona Lisa. Libertado uma semana depois, incriminou o amigo Picasso, que também foi detido para interrogatório. Apollinaire lutou na Primeira Guerra Mundial, sendo ferido em combate em 1916. Morreu dois anos depois, vitimado pela epidemia de gripe espanhola que dizimou dezenas de milhões de vidas ao redor do globo.
   Neste texto, que faz parte do ciclo de contos intitulado L’Amphion Faux Messie ou Histoires et Aventures du Baron d’Ormesan, publicado originalmente na coletânea L’Hérèsiarque et Cie., de 1910, Apollinaire praticamente inventa o ‘snuff movie’. E isso quando o cinema ainda estava engatinhando, mais de meio século antes dos crimes da ‘família’ de Charles Manson darem origem ao mito urbano dos ‘snuff’, e pelo menos 60 anos antes do filme de horror Snuff, realizado na Argentina por um casal estadunidense, chocar as platéias novaiorquinas com sua cena forjada de sexo, assassinato, desmembramento e evisceração. A tradução do conto é de minha autoria, a partir do original em francês e de uma versão em espanhol. Àqueles que se interessam pela história do horror, mais especificamente pelo imaginário cinemático do gênero, eis mais uma dessas preciosidades (quase) perdidas no tempo, uma evidência concreta - e poética - do quanto a magia recém-nascida das fotografias em movimento incendiava as mentes inquietas dos artistas e pensadores na virada do século passado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mamá (2008)


   Não é exatamente um curta-metragem; para mim, é mais um exercício de como se filmar cenas de medo. Nesse sentido, atingiu plenamente o objetivo. Vale assistir sozinho, no escuro, com fones de ouvido, som bem alto... A reação (provavelmente) será de uma deliciosamente arrepiante sensação de pavor que o cinema cada vez mais parece estar desaprendendo como fazer. O todo-poderoso Guillermo del Toro está à frente de um projeto com o diretor Andy Muschietti para ampliar Mamá ao formato de longa-metragem. Resta torcer para que ele tenha fôlego para sustentar esse estilo clássico na duração de um feature e que seja capaz de contar uma boa história de fantasmas ou zumbis ou possessão ou qualquer coisa que nos cause medo.

Boca do Inferno: 9 anos

   Depois de muito suspense, expectativa e uma dose sádica de terrorismo, finalmente entrou no ar a nova versão do site Boca do Inferno, o mais completo portal de filmes de horror do Brasil. Tem muita gente boa participando do site, a começar pela dupla Marcelo Milici e Renato Rosatti, que carrega heroicamente essa idéia há quase uma década. Merece ser visitado regularmente por qualquer um que se interesse pelo gênero.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Galeria de Arte: Vincent Price

Enquete: seleção do horror

   O Dunga surpreendeu mesmo: sua convocação da seleção brasileira, anunciada esta tarde, conseguiu reunir um dos piores escretes que consigo me lembrar. A única certeza é que será divertido demais torcer contra o Brasil na Copa do Mundo. Olha só o ‘criativo’ meio-campo do Brasil: Felipe Melo, Josué, Elano e Julio Baptista! Brrrr... Agora já não tenho tanta certeza de que nossa seleção de astros do horror assusta mais do que a do Dunga! Só não restam dúvidas de que a nossa é MUITO melhor; tão melhor que joga com 12!
   Trinta técnicos ajudaram a convocar a seleção dos maiores craques do cinema de horror de todos os tempos, consagrando o ídolo Vincent Price, com 28 votos (93%) como o legítimo ‘capitão’ do time do medo. A escalação é completada por Christopher Lee, com 25 votos (83%), Bela Lugosi e Boris Karloff, 22 cada (73%), José Mojica Marins, dando um toque bem brasileiro, com 21 votos (70%), Peter Cushing, 17 (56%), Anthony Perkins, 12 (40%), Bruce Campbell, Lon Chaney e Peter Lorre, cada um com 11 votos (36%), e Paul Naschy e Robert Englund, 10 votos (33%).
   O banco de reservas também está cheio de monstros de respeito: Donald Pleasence, com 9 votos (30%), um quarteto de zagueiros compostos por Basil Rathbone, Conrad Veidt, John Carradine e Lon Chaney Jr., com 8 votos cada um (26%), o trio de meio-campistas com Anthony Hopkins, Klaus Kinski e Ray Milland, 7 (23%), o ‘homem da criação’ Johnny Depp, 6 (20%) e ainda a eclética linha ofensiva com Oliver Reed, Roddy McDowall, Udo Kier e Wilson Grey, cada um recebendo 5 votos (16%). Isso totaliza 25 atores, a elite do cinema de horror ao longo de muitas décadas.
   Os demais candidatos terminaram nesta ordem: Donald Sutherland e Jack Palance, 4 votos cada (13%), George Zucco, Jeffrey Combs, John Agar, Joseph Cotton e Tim Curry, 3 votos (10%), Brad Dourif, Burgess Meredith, Charles Laughton, Frank Langella, John Saxon, Lance Henriksen, Lionel Atwill, Martin Landau, Rondo Hatton, Sid Haig, Tod Slaughter, cada um com 2 votos (6%), e finalmente Cameron Mitchell, Claude Rains, Dwight Frye, Michael Gough, Ralph Bates, Richard Carlson, Robert Quarry, Stuart Whitman e Tony Todd, que foram clicados 1 vez cada um (3%). Não foram votados: Anton Diffring, Edward Van Sloan, German Robles, Herbert Lom, Howard Vernon, J. Carrol Naish, Julian Sands e Narciso Ibáñez Menta. No caso deste último, ficou claro que não tem lugar para argentino em nossa seleção de craques!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Joan Crawford e Steven Spielberg

Joan Crawford e William Castle

Joan Crawford: um rosto de mulher ao longo de seis décadas no cinema


Joan Crawford: 33º aniversário de morte

   Há exatos 33 anos, morria aquela que muita gente considera até hoje a maior estrela do cinema em todos os tempos: Joan Crawford. Para homenagear essa atriz inesquecível, postarei algumas imagens do arquivo do historiador de cinema Jaime Palhinha, certamente o fã número zero de Miss Crawford, que há alguns anos tem trabalhado num livro sobre seu objeto de adoração. O culto a Joan Crawford cresce cada vez mais e hoje ela tem muito mais admiradores do que sua rival Bette Davis e de muitas estrelas de cinema da era de ouro de Hollywood, como Greta Garbo, Ingrid Bergman, Lauren Bacall ou Grace Kelly.
   Diferentemente da maioria das suas colegas, Crawford também conta com a admiração e respeito dos aficionados por filmes de horror, que redescobrem a todo momento suas investidas nesse gênero. Considerados lixos desprezíveis na época em que foram lançados, arrasados pela crítica por não estarem à altura de uma estrela da grandeza de Joan Crawford, os filmes de horror da fase final da atriz foram - e continuam sendo - redescobertos pelas gerações seguintes de cinéfilos, que os alçaram à categoria de cult.
   Começando pelo histórico confronto com Bette Davis em O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962), o flerte de Miss Crawford com o horror lhe rendeu a alcunha de First Lady of Fright e ficou marcado por participações inesquecíveis em dois veículos em parceria com o mestre do choque William Castle, os clássicos Almas Mortas (1964) e Eu Vi Que Foi Você (1965), seguido pelo grand guignol de Espetáculo de Sangue (1968) e a extravagância pré-histórica Trog, o Monstro das Cavernas (1970). Porém, estas não foram as únicas investidas da atriz no gênero; muito pelo contrário. Ainda no período do cinema mudo, em 1927, uma muito jovem Joan Crawford contracenou com o lendário Lon Chaney em O Monstro do Circo, um dos filmes mais intensos e trágicos da carreira do Homem das Mil Faces. A atriz também protagonizou dois eletrizantes filmes de suspense, os dramáticos Precipícios d’Alma (1952) e Frenesi de Paixões (1955).


   Nestes primeiros documentos para homenagear a estrela preferida de muitas gerações de fanáticos por cinema, escolhi dois recortes comentando o falecimento da estrela; um deles muito peculiar, relembrando sua parceria com Lon Chaney. A outra matéria foi publicada na extinta revista Manchete.

sábado, 8 de maio de 2010

Monsters (2004)

The Separation (2003)

The Cat with Hands (2001)

The Man in the Lower-Left Hand Corner of the Photograph (1999)

ESPECIAL! Robert Morgan

   Dentro da interminável série “os filmes do Tim Burton são macabros lá pras negas dele”, achei que valeria a pena apresentar os curtas de animação em stop-motion de um sujeito genuinamente mórbido e doidão. Robert Morgan é um diretor britânico, nascido em 1974. Pronto, acabou tudo que sei sobre ele. O resto são seus filmes.
   O curta que selecionei para esta postagem inicial se chama Paranoid e suponho que tenha sido realizado na década de 1990, mas nem isso fui capaz de descobrir. Pouco, quase nada, existe sobre Morgan espalhado pela rede. O filme, que marca a estréia do diretor, foi realizado em sua época de estudante de cinema e, portanto, pode ser considerado uma realização amadora. Porém, nele já podemos observar o estilo que voltaria a mostrar nos próximos filmes.


   Confiram, nas próximas postagens, o universo maravilhoso e perturbador de Robert Morgan nos curtas The Man in the Lower-Left Hand Corner of the Photograph (1999), The Cat with Hands (2001), The Separation (2003) e Monsters (2004), nos quais ele alterna entre cenas filmadas em stop-motion e live-action, às vezes optando por uma das técnicas ou combinando-as na mesma obra, conseguindo resultados muito particulares.
   Sobre o comentário acerca de Tim Burton no início, quero dizer que é apenas uma brincadeira; as noivas-cadáveres do gótico pop mais cafona de Hollywood não precisam ficar ofendidas. É que, particularmente, prefiro o estilo mais sombrio e macabro de Morgan e outros artistas do gênero. Questão de gosto.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cine SciFi

   Uma boa dica pra quem curte assistir filmes completos diretamente no computador é o site brasileiro do SciFi Channel. Disponível 24 horas por dia, o Cine SciFi apresenta produções originais do canal e já exibiu longas como Larva e Tempestade Negra. O filme que está no ar atualmente é O Dia dos Mortos, refilmagem do cult de zumbis dirigido por George A. Romero. Esse remake é bem ruinzinho, realizado pela tenebrosa produtora Taurus, que tem o bizarro costume de comprar somente o título dos filmes que decide refazer. Todo o resto é completamente diferente, a começar pelo roteiro.
   Mesmo assim, pode divertir quem quer matar tempo na hora do almoço, ou tentar curar uma insônia crônica, ou para satisfazer a curiosidade dos fetichistas que fantasiam como Mena Suvari ficaria trajada com uniforme militar. Para ser sincero, não consigo lembrar mais nada para recomendar o filme... Ah, sim, tem o Ving Rhames num papel que tenta forçar a barra para que o remake pareça continuação de Madrugada dos Mortos! Mesmo assim, acho que vale a pena ficar de olho no site. O próximo filme que será exibido online é The Storm God. Esse eu ainda não vi, mas nunca é demais lembrar que é tudo de graça e legendado em português.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vencedores da promoção Mangue Negro

   Saíram os vencedores da promoção de DVDs do filme Mangue Negro, o elogiado e cultuado épico de zumbis dirigido por Rodrigo Aragão. Os cinco contemplados foram: Wesley Conrado (nº 239), Kdão (nº 411), Marcone (nº 017), Marcio Meneses (nº 653) e Rodrigo Ramos (nº 475). Os resultados do sorteio podem ser conferidos no site da Caixa, neste endereço, ou na imagem abaixo; lembrando que o concurso que vale é o de nº 04446, realizado dia 5 de maio.

   Parabéns aos vencedores e muito obrigado a todos os quase 100 leitores que participaram! Para que possam receber os DVDs pelo correio, peço aos cinco vencedores que enviem seu endereço completo de correspondência para o e-mail cprimati@gmail.com. Peço que me escrevam com urgência, para que eu possa enviar os prêmios o quanto antes. Se algum dos ganhadores não se manifestar no prazo de uma semana, terei que encontrar outro destino para o DVD que sobrar! Espero poder fazer outras promoções em breve e gostaria de contar com a participação de todos vocês e de muitos outros visitantes!

Elevated (1997)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Buried (2010)


   Foi meu chapa Ricardo Alexandre quem indicou esse teaser trailer do filme Buried. O trailer é genial, mas quais são os indícios de que o filme seja minimamente razoável? Impossível prever. Minha maior aposta seria na nacionalidade do diretor, mais um espanhol com os pés fincados no cinema de horror. Por essas e outras, divagamos rapidamente sobre o quão fácil ou difícil é fazer um filme de horror num único cenário (dizem que metade do Buried se passa dentro desse caixão). Pensei imediatamente em Pesadelo Macabro, o brilhante episódio poeano roteirizado pelo Lucchetti e dirigido pelo Mojica no longa Trilogia de Terror (1968). Terminei nossa rápida conversa citando um ótimo curta que também se passa em apenas um cenário. Postarei amanhã esse curta aqui no blog. Aguardem!

Lynn Redgrave (1943-2010)

   As irmãs Vanessa e Lynn Redgrave na refilmagem para a televisão que What Ever Happened to Baby Jane? (1991).
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