CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Enquete: formatos prediletos de entretenimento de horror

   A enquete sobre a preferência dos leitores deste blog nos diversos formatos de entretenimento de horror terminou com 21 participantes, sendo que 19 votaram em Cinema, totalizando 90% da preferência. Literatura e Quadrinhos, que de certa maneira se completam, vieram a seguir, com 11 votos cada (52%). As demais mídias foram votadas desta maneira, em ordem decrescente: Televisão (42%), Brinquedos (38%), Jogos e Colecionáveis (23%), Teatro (9%) e Música e Rádio (com apenas um voto para cada item, representando míseros 4%).
   A pesquisa tem relação com um novo dispositivo que planejo acrescentar ao blog tão logo seja possível, porém no momento estou completamente sem tempo para me dedicar mais ativamente a este espaço. Os meses de junho e julho serão intensos e turbulentos, com compromissos urgentes se atropelando, mas prometo para breve trazer novidades para os visitantes que prestigiam este espaço. Basta um pouco de incentivo e aquela forcinha amiga que as coisas acontecem, e acima de tudo, que não me abandonem!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Motion Picture Comics: When Worlds Collide (1952)

   Não é de hoje que o cinema tem procurado maneiras criativas de destruir o mundo. O cinema apocalíptico existe pelo menos desde a década de 1950, quando os filmes de ficção científica invadiram as telas sem pedir licença. Uma das realizações mais espetaculares deste período foi When Worlds Collide, produção de George Pal com direção de Rudolph Maté, lançada em agosto de 1951 e exibida no Brasil com o eloquente título O Fim do Mundo. O filme, no geral, tem um clima leve, de diversão descompromissada, tendo como principal vedete os espetaculares efeitos visuais, premiado com o Oscar da categoria na ocasião.


   Esta adaptação em quadrinhos da história do filme foi editada em maio de 1952, no número 110 da revista Motion Picture Comics. Curiosamente, a HQ recria a trama de maneira bastante liberal em termos visuais, sem se preocupar em reproduzir os ângulos e enquadramentos do longa-metragem, mas segue o roteiro fielmente. A refilmagem de When Worlds Collide, com direção do indefectível Stephen Sommers, está em fase de pré-produção pela DreamWorks, programada para chegar às telas em 2012 - ano em que, para todos os efeitos, o mundo vai acabar de qualquer maneira, então não faz muita diferença.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cayman: Frankenstein, Drácula, Zé do Caixão e cia.

   Mais um pouco da arte do Cayman. Estas ilustrações são para um projeto ambicioso que nosso amigo desenhista está desenvolvendo há alguns anos. Na primeira imagem, é este normalmente pacato escriba quem aparece ao centro, com cara de mau e pose de “mexeu comigo, mexeu com meus amigos atrás de mim”. Os amigos em questão são ninguém menos do que Ted Cassidy como o monstro de Frankenstein e Christopher Lee como Conde Drácula, na versão Jesús Franco. Na segunda imagem, uma merecida homenagem ao horror brasileiro, colocando Zé do Caixão na companhia de uma loba sensual e mortal. Finalmente, o alter-ego do próprio Cayman é representado na terceira imagem, um Cavaleiro Negro armado no melhor estilo spaghetti-western. Contando com uma providencial ajuda do sobrenatural, vamos aguardar que essa obra ambiciosa de nosso imaginativo amigo veja a luz... ou as trevas!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Seleção do horror: pôster do campeão


   Aqui está o que faltava: o exclusivo pôster de campeão da nossa seleção de craques do cinema de horror. A eleição, com participação de dezenas de leitores-técnicos, escolheu nosso escrete dos 11 astros mais queridos dos filmes de horror (na verdade, um 12º nome se infiltrou na nossa lista e foi prontamente escalado como o mascote do time: obviamente um Corvo!).
   A arte é uma gentileza de nosso querido amigo Cayman, que dedicou muitas horas para retratar nossos 11... ops, quero dizer, 12 heróis das telas. Também foi idéia do Cayman me colocar como técnico da seleção, devidamente trajado de Morte, e me senti honrado de ter esse time na ponta da minha foice. Comigo em cena, somos 13, o que é um sinal de mau agouro... para os adversários, claro!

domingo, 23 de maio de 2010

Pac-Man: 30º aniversário


   Um dos mais amados jogos eletrônicos de todos os tempos completou neste dia 22 de maio seu 30º aniversário. Claro, estamos nos referindo ao Pac-Man, criado pela empresa japonesa Namco em 1980 e transformado em clássico desde então. O evento foi celebrado mundialmente, incluindo uma versão jogável com o logotipo do Google na página de abertura do site, que ficou no ar por apenas 48 horas. E por que diabos estamos falando disso num blog de horror?!? Oras... nosso herói é perseguido por FANTASMAS, não é mesmo?!
   Tudo bem, tudo bem, forcei a barra... mas alguém vai dizer que NÃO vai querer jogar a versão disponível acima?? Trata-se do Pac-Man clássico, apenas levemente modernizado nos gráficos, essas coisas. A jogabilidade e os efeitos sonoros são os do jogo clássico do arcade, maquininha diabólica que tratou de acabar com as economias de muito moleque na década de 80! O jogo, aliás, reencarnou numa infinidade de variações ao longo de todos esses anos, adaptado para praticamente todos os consoles e plataformas existentes, então vale jogar qualquer versão para homenagear um clássico!
   Caso não esteja visualizando acima a tela de abertura do game, você precisa apenas instalar o Flash Player, clicando aqui. É indolor, inofensivo e não requer habilidade; tanto quanto o prazer de desperdiçar alguns minutos brincando com esse clássico dos videogames, um autêntico exercício de nostalgia e celebração da cultura pop.
   Para conhecer melhor a história e glória do nosso herói amarelinho, vale visitar este verbete da Wikipédia.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

EXCLUSIVO! Cursos de cinema de horror e ficção científica

   Nos últimos dois anos, em meio a tantos outros projetos, tenho me dedicado a organizar e ministrar cursos sobre cinema de horror, atividade que se revelou muito prazerosa, ao mesmo tempo em que tem sido um grande desafio, pois tenho me empenhado ao máximo para que esses cursos tenham o melhor nível possível. O projeto começou com a criação dos cursos A História do Cinema de Horror e O Cinema de Alfred Hitchcock, ambos apresentados em Fortaleza em agosto de 2008. O sucesso dos cursos resultou no convite para participar do Fantaspoa, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, onde apresentei novamente o curso com a história do cinema de horror, além de fazer parte do júri da mostra competitiva do festival e comandar um debate sobre o cinema fantástico francês (afinal, 2009 foi “o ano da França no Brasil”).
   O convite para participar do Fantaspoa se repetiu este ano, e no momento estou em fase de desenvolvimento de dois mini-cursos para serem ministrados durante o festival: O Horror no Cinema Brasileiro e Ficção Científica da Década de 1950. O primeiro tem como base a pesquisa que tenho realizado há alguns anos e que resultou na mostra de mesmo nome que foi apresentada em Brasília e Rio de Janeiro. O conteúdo apresentado no curso acrescenta cerca de 50 filmes aos mais de 140 documentados no livro-catálogo da mostra do CCBB. O curso sobre a ficção científica clássica tem como tema “temor da bomba atômica e horrores da era nuclear” e tem sido tratado, além de um panorama da gênese do gênero nas telas de cinema, como um complemento do curso sobre o cinema de horror, pois a ficção científica invadiu o cinema dos anos 50 propondo uma transformação na fórmula dos filmes de horror, devidamente adequada à nova realidade. Algo do tipo como aprendi a começar a me preocupar e a temer a bomba, só para fazer uma brincadeira com a comédia Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick.
   As ementas dos quatro cursos, com resumo da proposta e listas dos tópicos abordados em cada um, encontram-se na coluna à direita. Tenho muita vontade de levar esses cursos a quaisquer lugares interessados em debater esses temas deliciosos, portanto gostaria de receber propostas de pessoas dispostas a organizar eventos em escolas, cineclubes, centros culturais ou qualquer empreendimento independente que seja voltado à discussão intelectual, à difusão cultural ou ao simples prazer de falar sobre cinema, essa paixão de todos nós.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Incrível! Fantástico! Extraordinário! (1947-1958)

   Eu estava quase finalizando esta postagem quando, por uma feliz coincidência, Laura Cánepa postou no blog dela um texto sobre a adaptação cinematográfica de Incrível! Fantástico! Extraordinário! (1969). Isso me motivou a colocar logo no ar esse texto, pois aqui falo especificamente sobre o programa de rádio que, durante mais de dez anos, prejudicou o sono de muitos ouvintes. Não faltam sequer relatos (aparentemente um tanto exagerados) até de pessoas que cometeram suicídio depois de acompanhar os contos assustadores que eram narrados no programa. Ótima publicidade, sem dúvida.
   Incrível! Fantástico! Extraordinário! foi criado por Henrique Foreis Domingues, mais conhecido como Almirante, um dos nomes mais importantes do rádio brasileiro. O programa era transmitido pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, apresentando dramatizações de casos fantásticos, sobrenaturais e inexplicados, os quais supostamente eram relatos verídicos enviados pelos ouvintes e narrados por Almirante e pelo elenco da rádio. Os textos eram escritos por José Mauro e, posteriormente, por Cesar de Barros Barreto. Cada programa era composto por quatro histórias curtas, narradas em clima de suspense, com direito a sonoplastia e música incidental, tudo desempenhado ao vivo no estúdio.
   O programa estreou em 21 de outubro de 1947, quando foram ao ar as histórias A AranhaO Comandante, Saci Pererê e O Baile. Seguiram-se centenas de programas, apresentando casos como Pianinho de Brinquedo, O Estranho Homem Que Queria Construir uma Granja, O Defunto Que Respondia as Perguntas, O Fantasma da Negra Que Vendia Acarajé, O Cadáver Que Se Levanta da Cama e Pede um Café e tantas outras narrativas tão pitorescas quanto intrigantes. O último programa foi ao ar em 1958. Parte do acervo da série foi restaurado e está disponível para compra na página do Collector’s Studio. Quem se interessar em comprar toda a coleção deve se preparar para desembolsar mais de R$ 600. Ou então pode saciar a curiosidade ouvindo o programa abaixo, infelizmente com qualidade de som sofrível.


   A série causou enorme impacto por todo o país, um testemunho valioso do poder do rádio na época, deixando as pessoas apavoradas, imaginando da maneira mais assustadora possível as histórias narradas a cada episódio. A sofisticação do programa chegava ao ponto de dar nome e endereço completo das pessoas que enviavam os relatos, além de garantir que tudo era cuidadosamente investigado, com integrantes da equipe de produção indo ao local onde teria ocorrido o fenômeno sobrenatural. Difícil acreditar que isso acontecia de verdade, mas certamente servia para inflamar ainda mais a imaginação dos ouvintes.
   O sucesso do programa se repetiu numa edição em livro, no qual o próprio Almirante selecionou 70 dos casos assombrosos mais populares dramatizados no rádio. O volume foi lançado originalmente em 1951 pelas edições O Cruzeiro e reeditado em fins da década de 80, com uma organização mais cuidadosa e focada na pesquisa e no aspecto histórico do programa, pela editora Francisco Alves.
   O programa também inspirou o longa-metragem em episódios Incrível! Fantástico! Extraordinário!, dirigido por C. Adolpho Chadler em 1969, o qual é abordado detalhadamente aqui, e virou série de televisão na temporada 1994-95. Produzido pela TV Manchete e apresentado por Rubens Correa, a nova encarnação de Incrível! Fantástico! Extraordinário! só reaproveitou o nome da clássica criação de Almirante. Os roteiros deixaram de lado os pretensos ‘causos’ verídicos e buscaram inspiração em contos literários, como no programa de estréia, de 23 de novembro de 1994, com o popular A Garra do Macaco. Seguiram-se outros doze episódios (pelo menos tenho gravado esses treze programas; não acredito que a série seja maior do que isso), incluindo títulos como Gêmeas, O Fantasma da Prostituta, A Casa da Clareira e O Relógio do Tempo. Porém, o nível de produção era baixíssimo, com praticamente todas as tramas se passando numa casa de fazenda. Afastadas do cenário urbano, essencial para evocar alguma credibilidade, as histórias quase sempre eram desprovidas de interesse. O derradeiro programa, intitulado Possessão, foi ao ar em 22 de fevereiro de 1995, e a série desapareceu da grade da emissora sem deixar saudades.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Shock SuspenStories: Frank Frazetta

Homenagem a Frank Frazetta (1928-2010).


   Como todo mundo sabe, o mestre imbatível das ilustrações de fantasia e ficção científica começou a carreira como quadrinista de horror. A HQ Squeeze Play, publicada originalmente na revista Shock SuspenStories nº 13, de fevereiro/março de 1954, é a única história ilustrada somente por Frank Frazetta para as publicações da EC Comics. Nos demais compromissos para a editora ele sempre trabalhou em parceria de outros artistas. Esta HQ ainda tem como curiosidade o fato de Frazetta ter desenhando ele próprio como protagonista. A capa do gibi, que também se refere a esta história, foi feita por Jack Kamen.
   A HQ foi publicada no Brasil na revista Cripta do Terror nº 1, lançada pela editora Record em 1991, com o título Dia de Praia, impressa em preto e branco num papel jornal que - num mundo ideal - não seria usado nem para embrulhar peixe. Por isso preferi publicar aqui no blog a versão original a cores.

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