CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Noite do Chupacabras: primeiras fotos

   “Cara, tá ficando mais lindo do que o Mangue Negro!”. São palavras de um empolgado Rodrigo Aragão, depois de vários dias embrenhado na mata capixaba para filmar A Noite do Chupacabras. O filme deve ficar pronto em 2011 e será o segundo longa-metragem de Aragão, que garante que a produção está muito mais organizada do que sua realização anterior, desta vez com equipamento de melhor qualidade e alguns luxos que não tinha à disposição para o Mangue Negro, como iluminação adequada, gelatinas e um diretor de fotografia profissional.


   Estas são algumas das primeiras fotos do filme divulgadas por Rodrigo Aragão, mostrando basicamente o bucólico cenário onde deve transcorrer a ação do filme e a galeria de personagens. Na foto acima vemos Alzir Vaillant, Kika Oliveira (a Rachel de Mangue Negro) e Ricardo Araújo. O diretor por enquanto prefere fazer segredo quanto à aparência da criatura (interpretada por Walderrama dos Santos, o anti-herói de Mangue Negro), que ele garante ser sua mais ousada realização - foi a primeira vez que construiu um monstro de corpo inteiro - mas podemos ver, entre estas fotos, o resultado do ataque do Chupacabras. A última foto tem Joel Caetano, o herói do filme, ao lado da simpática Mayra Alarcón, namorada de Aragão e eventual heroína da trama. Você pode ler um pouco mais sobre os bastidores da produção no blog da Recurso Zero Produções.

Tom & Jerry: Fraidy Cat (1942)

sábado, 5 de junho de 2010

Quem Tem Medo da Verdade? (1970): Grande Otelo


   Quem viu O Despertar da Besta (ou Ritual dos Sádicos), a obra-prima metalinguística realizada em 1970 por José Mojica Marins, certamente se lembra do trecho no qual aparece o cineasta sendo julgado no programa de TV Quem Tem Medo da Verdade?, um autêntico lixo televisivo que nos faz pensar duas vezes antes de dizer que temos saudades dos “bons tempos” da televisão, ou que o sensacionalismo invadiu as telinhas brasileiras apenas recentemente.
   O programa foi ao ar entre os anos de 1968 e 1971, exibido pela TV Record, e tinha como proposta a presunção de julgar ‘culpada’ ou ‘inocente’ alguma figura pública notória, acusando o sujeito dos mais absurdos crimes (que iam da irresponsabilidade social ao alcoolismo ou simplesmente um subjetivo mau gosto). Um júri de celebridades era convidado a cada programa para dar o veredito final, entre eles a figura odiável de Sílvio Luiz, que funcionava como o provocador oficial do programa, tendo como única missão ofender e agredir verbalmente os convidados. Resumindo, alguém que assumia seu péssimo caráter, um instrumento que se sujeitava ao sensacionalismo barato neste veículo concebido única e exclusivamente para dar audiência.
   O programa era produzido e dirigido por Carlos Manga, que era também o apresentador, na posição patética de presidente do júri. Ultrajante, humilhante e inaceitável, Quem Tem Medo da Verdade? infelizmente serviu de escola para todo o lixo que invade a televisão nos dias de hoje, descendo ao nível de programas como o de Luciana Gimenez e outros que afortunadamente sequer sei da existência.


   O episódio postado aqui coloca no banco dos réus ninguém menos do que Grande Otelo, que durante mais de duas horas foi esculhambado publicamente, acusado de alcoolismo e de ter sido negligente com seus compromissos profissionais e sociais, inclusive de ter agredido homens e mulheres devido ao seu vício. No júri estão celebridades como o atleta Adhemar Ferreira da Silva e o compositor Adoniran Barbosa, além de Clécio Ribeiro e Paulo Azevedo, que fazem companhia a Sílvio Luiz no papel de ofender o convidado, o suposto ‘réu’, num desavergonhado festival de hipocrisia.
   Grande Otelo teve a defesa realizada pelo diretor José Carlos Burle, um dos grandes nomes do cinema brasileiro, fundador da companhia Atlântida e realizador de Moleque Tião (1943), filme - hoje considerado perdido - que marcou a estréia de Grande Otelo como protagonista nas telas. Mesmo diante da brilhante defesa de Burle, que destaca o valor de Otelo como artista acima de tudo, o ator foi condenado por seis votos a dois. Talvez seja melhor não levar tão a sério toda essa idiotice e ficar com a inspirada frase final de Adoniran Barbosa ao defender o colega de copo: “Absolvo porque ele é um grande artista e um grande amigo meu e daqui a pouco nós vamos sair por aí tomar umas e outras juntos”.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dr. Pyckle and Mr. Pride (1925)


   Deliciosa paródia de O Médico e o Monstro com Stan Laurel em seus momentos mais hilariantes. As traquinagens Mr. Pride, assoprando uma língua-de-sogra e lambendo desafiadoramente uma bola de sorvete, são exemplos perfeitos da genialidade nonsense do cinema mudo. A cena da transformação, uma pantomima com todos os exageros possíveis, é uma paródia da versão séria estrelada por John Barrymore cinco anos antes. Um verdadeiro tesouro fílmico! Clique aqui para baixar esse filme em versão DivX.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Buster Keaton: The Haunted House (1921)

Enquete: formatos prediletos de entretenimento de horror

   A enquete sobre a preferência dos leitores deste blog nos diversos formatos de entretenimento de horror terminou com 21 participantes, sendo que 19 votaram em Cinema, totalizando 90% da preferência. Literatura e Quadrinhos, que de certa maneira se completam, vieram a seguir, com 11 votos cada (52%). As demais mídias foram votadas desta maneira, em ordem decrescente: Televisão (42%), Brinquedos (38%), Jogos e Colecionáveis (23%), Teatro (9%) e Música e Rádio (com apenas um voto para cada item, representando míseros 4%).
   A pesquisa tem relação com um novo dispositivo que planejo acrescentar ao blog tão logo seja possível, porém no momento estou completamente sem tempo para me dedicar mais ativamente a este espaço. Os meses de junho e julho serão intensos e turbulentos, com compromissos urgentes se atropelando, mas prometo para breve trazer novidades para os visitantes que prestigiam este espaço. Basta um pouco de incentivo e aquela forcinha amiga que as coisas acontecem, e acima de tudo, que não me abandonem!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Motion Picture Comics: When Worlds Collide (1952)

   Não é de hoje que o cinema tem procurado maneiras criativas de destruir o mundo. O cinema apocalíptico existe pelo menos desde a década de 1950, quando os filmes de ficção científica invadiram as telas sem pedir licença. Uma das realizações mais espetaculares deste período foi When Worlds Collide, produção de George Pal com direção de Rudolph Maté, lançada em agosto de 1951 e exibida no Brasil com o eloquente título O Fim do Mundo. O filme, no geral, tem um clima leve, de diversão descompromissada, tendo como principal vedete os espetaculares efeitos visuais, premiado com o Oscar da categoria na ocasião.


   Esta adaptação em quadrinhos da história do filme foi editada em maio de 1952, no número 110 da revista Motion Picture Comics. Curiosamente, a HQ recria a trama de maneira bastante liberal em termos visuais, sem se preocupar em reproduzir os ângulos e enquadramentos do longa-metragem, mas segue o roteiro fielmente. A refilmagem de When Worlds Collide, com direção do indefectível Stephen Sommers, está em fase de pré-produção pela DreamWorks, programada para chegar às telas em 2012 - ano em que, para todos os efeitos, o mundo vai acabar de qualquer maneira, então não faz muita diferença.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cayman: Frankenstein, Drácula, Zé do Caixão e cia.

   Mais um pouco da arte do Cayman. Estas ilustrações são para um projeto ambicioso que nosso amigo desenhista está desenvolvendo há alguns anos. Na primeira imagem, é este normalmente pacato escriba quem aparece ao centro, com cara de mau e pose de “mexeu comigo, mexeu com meus amigos atrás de mim”. Os amigos em questão são ninguém menos do que Ted Cassidy como o monstro de Frankenstein e Christopher Lee como Conde Drácula, na versão Jesús Franco. Na segunda imagem, uma merecida homenagem ao horror brasileiro, colocando Zé do Caixão na companhia de uma loba sensual e mortal. Finalmente, o alter-ego do próprio Cayman é representado na terceira imagem, um Cavaleiro Negro armado no melhor estilo spaghetti-western. Contando com uma providencial ajuda do sobrenatural, vamos aguardar que essa obra ambiciosa de nosso imaginativo amigo veja a luz... ou as trevas!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Seleção do horror: pôster do campeão


   Aqui está o que faltava: o exclusivo pôster de campeão da nossa seleção de craques do cinema de horror. A eleição, com participação de dezenas de leitores-técnicos, escolheu nosso escrete dos 11 astros mais queridos dos filmes de horror (na verdade, um 12º nome se infiltrou na nossa lista e foi prontamente escalado como o mascote do time: obviamente um Corvo!).
   A arte é uma gentileza de nosso querido amigo Cayman, que dedicou muitas horas para retratar nossos 11... ops, quero dizer, 12 heróis das telas. Também foi idéia do Cayman me colocar como técnico da seleção, devidamente trajado de Morte, e me senti honrado de ter esse time na ponta da minha foice. Comigo em cena, somos 13, o que é um sinal de mau agouro... para os adversários, claro!

domingo, 23 de maio de 2010

Pac-Man: 30º aniversário


   Um dos mais amados jogos eletrônicos de todos os tempos completou neste dia 22 de maio seu 30º aniversário. Claro, estamos nos referindo ao Pac-Man, criado pela empresa japonesa Namco em 1980 e transformado em clássico desde então. O evento foi celebrado mundialmente, incluindo uma versão jogável com o logotipo do Google na página de abertura do site, que ficou no ar por apenas 48 horas. E por que diabos estamos falando disso num blog de horror?!? Oras... nosso herói é perseguido por FANTASMAS, não é mesmo?!
   Tudo bem, tudo bem, forcei a barra... mas alguém vai dizer que NÃO vai querer jogar a versão disponível acima?? Trata-se do Pac-Man clássico, apenas levemente modernizado nos gráficos, essas coisas. A jogabilidade e os efeitos sonoros são os do jogo clássico do arcade, maquininha diabólica que tratou de acabar com as economias de muito moleque na década de 80! O jogo, aliás, reencarnou numa infinidade de variações ao longo de todos esses anos, adaptado para praticamente todos os consoles e plataformas existentes, então vale jogar qualquer versão para homenagear um clássico!
   Caso não esteja visualizando acima a tela de abertura do game, você precisa apenas instalar o Flash Player, clicando aqui. É indolor, inofensivo e não requer habilidade; tanto quanto o prazer de desperdiçar alguns minutos brincando com esse clássico dos videogames, um autêntico exercício de nostalgia e celebração da cultura pop.
   Para conhecer melhor a história e glória do nosso herói amarelinho, vale visitar este verbete da Wikipédia.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

EXCLUSIVO! Cursos de cinema de horror e ficção científica

   Nos últimos dois anos, em meio a tantos outros projetos, tenho me dedicado a organizar e ministrar cursos sobre cinema de horror, atividade que se revelou muito prazerosa, ao mesmo tempo em que tem sido um grande desafio, pois tenho me empenhado ao máximo para que esses cursos tenham o melhor nível possível. O projeto começou com a criação dos cursos A História do Cinema de Horror e O Cinema de Alfred Hitchcock, ambos apresentados em Fortaleza em agosto de 2008. O sucesso dos cursos resultou no convite para participar do Fantaspoa, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, onde apresentei novamente o curso com a história do cinema de horror, além de fazer parte do júri da mostra competitiva do festival e comandar um debate sobre o cinema fantástico francês (afinal, 2009 foi “o ano da França no Brasil”).
   O convite para participar do Fantaspoa se repetiu este ano, e no momento estou em fase de desenvolvimento de dois mini-cursos para serem ministrados durante o festival: O Horror no Cinema Brasileiro e Ficção Científica da Década de 1950. O primeiro tem como base a pesquisa que tenho realizado há alguns anos e que resultou na mostra de mesmo nome que foi apresentada em Brasília e Rio de Janeiro. O conteúdo apresentado no curso acrescenta cerca de 50 filmes aos mais de 140 documentados no livro-catálogo da mostra do CCBB. O curso sobre a ficção científica clássica tem como tema “temor da bomba atômica e horrores da era nuclear” e tem sido tratado, além de um panorama da gênese do gênero nas telas de cinema, como um complemento do curso sobre o cinema de horror, pois a ficção científica invadiu o cinema dos anos 50 propondo uma transformação na fórmula dos filmes de horror, devidamente adequada à nova realidade. Algo do tipo como aprendi a começar a me preocupar e a temer a bomba, só para fazer uma brincadeira com a comédia Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick.
   As ementas dos quatro cursos, com resumo da proposta e listas dos tópicos abordados em cada um, encontram-se na coluna à direita. Tenho muita vontade de levar esses cursos a quaisquer lugares interessados em debater esses temas deliciosos, portanto gostaria de receber propostas de pessoas dispostas a organizar eventos em escolas, cineclubes, centros culturais ou qualquer empreendimento independente que seja voltado à discussão intelectual, à difusão cultural ou ao simples prazer de falar sobre cinema, essa paixão de todos nós.
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