CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ATUALIZAÇÃO: Uma Descida ao Inferno de Zé do Caixão (2010)


   Recebi no início da tarde de hoje, e acabei de assistir agorinha mesmo, o documentário Uma Descida ao Inferno de Zé do Caixão, realizado pelos estudantes Daiane Sousa, Dênis Matos e Marcela Alves. Há alguns meses, tive o prazer de gravar uma longa entrevista para os meninos aqui em Jundiaí, numa lanchonete rock’n’roll, quando procurado por eles para contribuir com o documentário, e foi bacana poder colaborar com o projeto.
   O resultado final ficou bem bacana, apesar da duração relativamente curta, com apenas 28 minutos (a gente sempre acha que tem algo mais a ser dito sobre a figura complexa do Mojica). Melhor ainda foi ver as encantadoras divagações da amiga e colega de brasilidades horroríficas Laura Cánepa, que indiquei para ser entrevistada para o projeto, e que, assistindo ao produto finalizado, tenho certeza que faria uma falta imensa se não tivesse participado. O cineasta e antropólogo Kiko Goifman (FilmeFobia), o jornalista, crítico e biógrafo mojicano André Barcinski e a psicanalista Maria Lúcia Homem - que parece viajar bem mais do que os delírios de Zé do Caixão costumam provocar - também oferecem esclarecimentos sobre as conflitantes figuras de José Mojica Marins e sua imortal criação Zé do Caixão. Ah, claro, o Mojica também é entrevistado, numa calçada qualquer de São Paulo, mas seu depoimento, aparentemente regado a loiras geladas, é um tanto criptografado. Puramente Mojica, claro.
   O documentário merece ser prestigiado, no mínimo, por representar um agradável sopro de idéias arejadas e uma urgência de se compreender um dos nossos cineastas mais particulares e o artista mais ativo do horror nacional. Tomara que o filme tenha uma sobrevida fora das salas de avaliação acadêmica; que se torne extra de algum lançamento em DVD ou apareça na programação do Canal Brasil ou coisa parecida.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ed Wood music video


   Como nas últimas semanas minha mulher não pensa em outra coisa que não seja balé e “Lago dos Cisnes”, de um tal de Tchaikovsky - sim, por causa do filme do momento, Cisne Negro - fiquei com vontade de rever Ed Wood, disparado o melhor filme do Tim Burton e algo que (na minha modesta opinião) está muito acima da sensibilidade artística do esquisitão oficial de Hollywood.
   Caso alguém não tenha feito a conexão, o “Lago dos Cisnes” é o tema orquestral do Bela Lugosi (Martin Landau, soberbo) no filme, pois originalmente é a única música que se ouve no clássico Drácula (1931), da Universal. Um dos momentos mais belos de Ed Wood é quando o pior cineasta do mundo (Johny Depp, transbordando empolgação) vai socorrer o velho Bela num de seus momentos de desespero. Revólver em punho, o veterano bicho-papão ameaça pôr um fim em seu sofrimento - e de quebra levar o amigo junto. Nesse momento, ouvimos ao fundo uma das muitas variações do “Lago dos Cisnes”…
   Porém, chega de Tchaikovsky. O vídeo que estou postando aqui é um dos mais divertidos extras do DVD, uma dança mais do que insinuante com a curvilínea e cadavérica (e robusta!) Lisa Marie, na época a Sra. Tim Burton. No filme ela faz o papel da Maila Nurmi, mais conhecida como Vampira, mas aqui ela aparece caracterizada de diversas maneiras, para a alegria dos fetichistas.
   O vídeo é um show, em todos os sentidos, desde a música de Howard Shore, uma mistura de ritmos cubanos e theremin, às cenas de arquivo inseridas, todas muito bem sacadas (adoro o “scene missing” pertinho do final!). A coreografia é de Toni Basil (“Hey Mickey”).
   Numa das cenas de Ed Wood, o emocionado cineasta, durante a estréia de seu Plan 9 from Outer Space, declara: “É por este filme que serei lembrado!”. Ironica e infelizmente, o mesmo pode ser dito de Tim Burton, que depois desta comovente declaração de amor ao cinema feito com paixão e raça engatou uma vertiginosa marcha ladeira abaixo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Isabel Sarli


   Musas quem não as tem?!? Ainda mais nós, que respiramos essa arte fetichista que é o cinema, tão suprema no ofício de construir ilusões e nos convencer que meros seres mortais podem ser alçados à categoria de semideuses unicamente pelo processo químico da captura em celulóide?!
   Tudo bem, chega de filosofia barata, não vou tentar convencê-los da pureza inocente da minha paixão pelas belezas da sétima arte. A verdade é que fiquei inspirado em elencar minhas musas do cinema depois de passear pela galeria de beldades escaladas pelo amigo Heraclito Maia em seu álbum no Facebook, o qual logo ganhou resposta da Beatriz em seu próprio álbum.


   Como ando muito ocupado (não; não é preguiça!), desisti de escalar minha seleção de belas, que começava com Edna Purviance e seguia com Paulette Goddard e sabe-se lá onde eu ia acabar… O fato é que não podia faltar a argentina Isabel Sarli, certamente a mulher mais voluptuosa que já vi nas telas (e não venham chamá-la de vulgar; por mim, pode ferver no enxofre eterno quem a chamou de “provável musa de quem ganha salário mínimo”!). La Sarli, se hoje estivesse no esplendor de seus vinte-e-poucos anos, daria todo o sentido a essa tecnologia de cinema em terceira dimensão!


   A presente galeria mostra uma Sarli ainda em início de carreira, mas já delineando as curvas que lhe valeriam o apelido de “Coca”; dizem que por ser viciada naquele famoso refrigerante que produz gordurinhas pelo corpo todo. Essa coleção de fotografias com delicioso sabor vintage (já comentei por aqui que adoro essas fotos com cores desbotadas, como nesta postagem com outra musa das telas, Julia Adams) é do arquivo da revista Life.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Santo Popstar


   Acontece a partir de hoje, dia 7, e segue até sábado, dia 12, a mostra de filmes O Santo Popstar, promovida pelo Instituto Cervantes, de São Paulo, que exibirá cinco filmes do luchador mascarado Santo, um dos maiores ídolos das telas e dos ringues mexicanos. As sessões são gratuitas e acontecem diariamente às 19h30, com apresentação do ciclo por Felipe Ehrenberg. No sábado acontece uma maratona com todos os cinco filmes em sequência, das 9h às 21h.
   Codinome de Roberto Guzman Huerta, o enmascarado de plata estreou nas telas em 1961 e protagonizou mais de 50 películas durante vinte anos de carreira ininterrupta. Contando com míseros cinco títulos, essa mostra é apenas uma amostra dessa carreira fenomenal e épica, durante a qual Santo enfrentou zumbis, mulheres-vampiro, estranguladores, bruxas, caçadores de cabeças e vilões excêntricos como La Llorona, o Barón Brákola e o Dr. Frankenstein, além de uma vasta galeria de monstros.
   Santo mudou com o passar do tempo, tornou-se uma espécie de espião nos moldes de James Bond e também encarou de frente alguns bandidos nazistas. Durante os anos 70, seus filmes ficaram mais violentos e com influência dos policiais norte-americanos. Formou parceria com o colega mascarado Blue Demon e passou o bastão a seu hijo, Jorge Guzman, cujo exemplar cinematográfico mais recente foi Santo Infraterrestre, de 2001.
   A programação começa hoje com Anônimo Mortal (1972), o 44º filme do lutador, e prossegue a partir de amanhã com os filmes Santo e Blue Demon vs. os Monstros (1969), Santo contra as Lobas (1972), Santo e Blue Demon em Atlântida (1970) e, finalmente, o clássico absoluto Santo no Museu de Cera (1963), o oitavo filme do herói.
   O auditório do Instituto Cervantes tem capacidade para 97 lugares e fica na Av. Paulista, 2439, próximo ao metrô Consolação.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ATUALIZAÇÃO: O Lobisomem de Gedeone Malagola e Nico Rosso

   Esta é para os aficionados pelos quadrinhos nacionais de horror. Um visitante anônimo escreveu um comentário na postagem original que fiz sobre o Lobisomem da dupla Malagola/Rosso com link para a edição completa da edição de luxo do gibi. Fica a dica para quem quer ter na coleção essa preciosidade. Eu já tenho o meu exemplar, edição em papel mesmo, com direito a autógrafo do Gedeone e tudo!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Geórgia Gomide (1937-2011)


   Conheci Geórgia Gomide, como não poderia deixar de ser, num dos jantares oferecidos por meu grande amigo Jaime Palhinha, na mesma ocasião em que conheci Helena Ramos e Omar Fayed, de quem também tornei-me amigo desde então. Foi um grande choque acordar na manhã deste sábado com a notícia da morte de Geórgia. Seus últimos anos foram tristes e constantemente na ilusão de um retorno às telas, no cinema e na televisão. Ela chegou inclusive a tentar um papel em Encarnação do Demônio. Teria ficado perfeita como uma das bruxas cegas.
   Para a maioria das pessoas, Geórgia foi um rosto popular das telenovelas de Globo e afins. Para mim, foi alguém que deixou seu nome marcado também no cinema de horror brasileiro, em pelo menos duas ocasiões. Geórgia foi uma das estrelas de Exorcismo Negro (1974), no qual foi dirigida por José Mojica Marins, integrando um elenco estelar que contou ainda com Jofre Soares, Walter Stuart, Alcione Mazzeo, Marcelo Picchi, Adriano Stuart e Wanda Kosmo. Conversei brevemente com Geórgia sobre a parceria com Mojica, mas ela só pôde lembrar de algumas inofensivas anedotas de bastidores.
   A atriz também participou do melodrama espírita O Médium: A Verdade Sobre a Reencarnação (1980), o qual ela dizia se chamar A Longa Noite dos Reencarnados (provavelmente um título provisório), e onde contracena com Ewerton de Castro, Jussara Freire e Paulo Figueiredo, este último também diretor e roteirista da fita. O filme é um dos exemplares ‘marginais’ do horror brasileiro; como outros exemplares espíritas do período, abusa de um certo terrorismo psicológico para impor sua doutrina. Não se trata de um filme de horror, mas definitivamente um com elementos horroríficos, assustadores e trágicos.
   Fica registrada aqui a homenagem a Geórgia e a todos que a queriam bem, com um presente a quem quiser conhecer sua vida e carreira: basta clicar aqui para baixar a versão em PDF do livro Geórgia Gomide: Uma Atriz Brasileira, escrito por Eliana Pace e lançado em 2008 dentro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Filmes Malditos da Meia-Noite: Snuff Movies


   Depois de alguns meses de inatividade, está de volta o projeto Filmes Malditos da Meia-Noite, capitaneado há quatro anos por Alex Oliveira com a proposta de oferecer “cinema underground para cinéfilos notívagos” em Fortaleza. O tema escolhido para marcar este retorno foi o snuff, com a apresentação de três longas-metragens a partir da meia-noite de hoje no Cine Majestik, um popular cinema pornô localizado na Rua Major Facundo, número 866, no centro da capital cearense.
   A maratona começa com o catártico Vida e Morte de uma Gangue Pornô (2009), de Mladen Dsordjvic, filme premiado no ano passado no Fantaspoa e que causou um grande alvoroço entre os cinéfilos de Porto Alegre durante o festival (ao ponto de ninguém duvidar que ele seria o grande vencedor vários dias antes do encerramento do evento). O segundo filme é Tesis: Morte ao Vivo (1996), de Alejandro Amenábar, uma das primeiras e melhores realizações do diretor chileno radicado na Espanha, mas que dificilmente poder ser classificada de ‘underground’; este filme inclusive foi um dos primeiros lançamentos em DVD do selo Cinemagia, há uns sete anos, pelas mãos de meu amigo Paulo Duarte. O último longa, que começa às quatro da madrugada, é A Serbian Film (2010), de Srdjan Spasojevic, um dos mais radicais exemplares do subgênero snuff, que promete deixar a galera do Majestic bastante perturbada em seu caminho de volta para casa Complementam a programação os curtas Pig, de Nico B, e Gave Up (Broken Movie), de Peter Christopherson, além da série August Underground, exibida nas cabines individuais do cinema (uma boa idéia do curador para aproveitar esse capricho muito particular dos cinemas pornográficos).
   O material de divulgação do evento define os Filmes Malditos como “projeções mensais de obras do panorama da cinematografia obscura. As sessões trazem ao público filmes com temáticas transgressoras, experimentais, ultrajantes, por vezes incompreendidas ou até proibidas. Em tempos de domínio dos chamados ‘blockbusters’, os Filmes Malditos se configuram como um contraponto a este tipo de cinema hegemônico, trazendo aos olhos do espectador um universo subversivo, fantasioso, polêmico”.
   Pegando carona neste último adjetivo, quero dar meu pitaco sobre o tema apenas para comentar que, na minha maneira de compreender o cinema de horror, a ‘polêmica’ em torno dos snuff movies somente torna-se interessante de fato quando culmina na discussão intelectual sobre sua relação íntima com o consumidor desse tipo de produto, ou como um reflexo consciente do processo criativo da arte (a princípio, legitimada pelo verniz da ‘vanguarda’ ou da ‘transgressão’), e não mais no conceito caduco e ingênuo de “filmes clandestinos mostrando assassinatos reais para saciar a perversão de ricaços entediados”, idéia tola e superficial disseminada em meio ao povão consumidor de blockbusters por aquela aberração chamada 8mm (1999), de Joel Schumacher, talvez o pior exemplar sobre o tema.
   Claro que, quando abraço o conceito do snuff como uma manifestação artística legítima (e só assim esse tema me interessa, e muito), considero anulado seu teor ‘pornográfico’; portanto, talvez não seja exagero supor que o frustrado consumidor de snuff hoje tenha que se contentar com seu genérico industrializado, o torture porn. Mais do que isso, o snuff atualmente se transformou numa espécie de grito de revolta e até mesmo terapia de choque para cineastas emergentes de sociedades que enfrentaram guerras civis e tiveram que conviver com tortura e morte como elementos cotidianos, a arte germinada em meio ao caos e à devastação num terreno adubado com ódio e sangue, como no caso da Sérvia, não à toa o país de origem de dois dos três filmes desta mostra.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hammer’s House of Horror

   Estas são as doze últimas edições da revista inglesa The House of Hammer, numeradas de 19 a 30, à esta altura já com o nome Hammer’s House of Horror, depois alterado para Halls a partir do número 21. Itens de colecionador para o apreciador do cinema clássico de horror.

domingo, 23 de janeiro de 2011

The House of Hammer: José Mojica Marins

   Uma das minhas aquisições recentes, por conta da pesquisa que estou desenvolvendo para um trabalho sobre a produção cinematográfica de horror na Inglaterra, foi a coleção digital da revista The House of Hammer, que teve ao todo 30 edições. Ao folhear logo o primeiro exemplar, de 1976, qual não foi a minha surpresa ao encontrar um artigo sobre ninguém menos do que José Mojica Marins?! A revista apresentava uma combinação de quadrinizações dos filmes da produtora Hammer e artigos sobre o cinema de horror, tanto do período clássico quanto o contemporâneo. O breve texto sobre Mojica, assinado por Barry Pattison em sua coluna “Horror Around the World”, começa metendo o pé na porta: “A indústria do cinema de horror internacional contêm algumas personalidades bastante estranhas, mas eu desafio qualquer um a encontrar uma mais bizarra do que a criada e interpretada por José Mojica Marins - o temido Ze do Caoxi [sic]”.


   Sempre que tenho oportunidade de conversar sobre pesquisa de cinema com pessoas que ainda estão iniciando nessa área, tento motivá-las dizendo que não existe melhor época do que a atual para se pesquisar filmes, com toda a facilidade para se ter acesso a obras de toda parte do mundo e de praticamente qualquer período. Uma das evidências mais incisivas disso é a quantidade assombrosa de bobagens que costumo encontrar nos livros de cinema de horror mais antigos. Tenho alguns livros sobre o tema publicados nas décadas de 60, 70 e 80, mas ao contrário de encontrar preciosidades escritas por críticos e pesquisadores que, em tese, estavam mais próximos dos acontecimentos que registravam, muitas vezes nos deparamos com imprecisões, generalizações ou informações viciadas.

  
   O artigo de Pattison sobre Mojica é um prato cheio nesse departamento. Depois de contar algumas anedotas sobre o cineasta, como os primeiros filmes que ele fez no galinheiro da família e o fim trágico do filme O Auge do Desespero, destruído por uma tempestade, o autor erra feio ao dizer que Meu Destino em Tuas Mãos é estrelado por Pablito Calvo e Joselito! Para quem não sabe, Calvo é o astro infantil do filme espanhol-italiano Marcelino Pão e Vinho (1955), óbvia inspiração para o Mojica colocar Franquito, “o garoto da voz de ouro”, como protagonista de Meu Destino em Tuas Mãos. Alhos por bugalhos...


   O artigo ainda afirma que os críticos da época chamaram Mojica de “assassino do cinema brasileiro” - uma frase e tanto, mas que não me lembro de ser um dos tantos impropérios disparados contra Mojica pela ala conservadora. O texto ainda consegue errar a grafia de praticamente todos os filmes que cita (A Meia Noitre Levarei Sua Alma, Esta Noite Encarnarei Teu Cadavera, O Mundo Estranho de Ze do Caizo), diz que O Diabo de Vila Velha é um filme de horror (não é; trata-se de um faroeste) e afirma que o diretor a seguir fez A Encarnação do Demônio. O filme, todos sabem, só foi realizado mais de trinta anos depois. A coisa mais curiosa do texto provavelmente é a citação de Glauba [sic] Rocha e seu ‘caubói marxista’ Antônio das Mortes.

Da casa aos corredores

   Bagunças à parte, é uma delícia passear pelas páginas de The House of Hammer, mesmo folheando-a digitalmente; no mínimo pelas belíssimas adaptações em quadrinhos dos clássicos da Hammer, pelas mãos de grandes artistas dessa mídia. A existência relativamente curta da revista também serve para demonstrar as dificuldades que publicações sobre esse tema enfrentam em qualquer lugar do mundo. Publicada na Inglaterra a partir de outubro de 1976, a revista carregou o nome The House of Hammer até a 18ª edição, mudando a seguir para Hammer’s House of Horror nos números 19 e 20, e depois para Hammer’s Halls of Horror nas edições 21 a 23. Finalmente, quando a Hammer cessou de vez a produção de filmes, a publicação passou a se chamar apenas Halls of Horror e durou da revista 24 até a 30. O último número é datado de novembro de 1984. Nas edições finais, a revista se transformou numa espécie de guia do cinema fantástico, com ênfase nos filmes de ficção científica e fantasia tão populares na época (como Mad Max e Blade Runner), compilando breves verbetes com resenhas de filmes e perfis de astros e realizadores.


   Ilustram esta postagem todas as capas da fase inicial da publicação, além de algumas páginas da edição inaugural, incluindo o editorial de apresentação e o artigo sobre nosso prezadíssimo José Mojica Marins. Numa próxima postagem colocarei as capas restantes.

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