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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Dr. Seuss’ How the Grinch Stole Christmas! (1966)
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A Casa Sinistra (1932)
Homenagem a Gloria Stuart (1910-2010).
Morreu ontem, domingo, aos 100 anos de idade, a veterana atriz Gloria Stuart. Enquanto que para o povão que só assiste a blockbusters e filmes óbvios ela é apenas ‘a velhinha do Titanic’, para os aficionados por horror ela foi a estrela de pelo menos dois clássicos do gênero: A Casa Sinistra (Old Dark House), de 1932, e O Homem Invisível (The Invisible Man), de 1933, em ambos dirigida pelo competentíssimo James Whale.
Gloria está absolutamente fascinante em A Casa Sinistra, especialmente na cena destacada no vídeo acima. Ela nunca foi lá muito bonita, talvez nem mesmo carismática, mas neste filme exala uma sensualidade palpável. Whale captura perfeitamente, com sua lente escandalosamente fetichista, a figura longilínea e vulnerável da loira. Para mim, é uma das cenas mais representativas de uma espécie de violação sexual estilizada que era própria do cinema hollywoodiano pré-Código Hays: o toque da mão da velha malévola no peito nu da mocinha é um momento de puro horror grotesco, o choque entre a pureza e a corrupção.
O filme é estrelado por Boris Karloff, recém-consagrado pelo papel do monstro de Frankenstein, aqui novamente em papel sinistro sob pesada maquiagem. O estilo cômico é similar ao empregado por Whale em O Homem Invisível e A Noiva de Frankenstein, num casamento perfeito de humor e horror. Se quiser prestar uma homenagem digna a Gloria Stuart, esqueça Titanic. É este filme aqui que você precisa ver.
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Juggernaut (1936)
Pelos meus cálculos, Boris Karloff fez 65 filmes que podemos considerar do gênero horror, começando pelo mudo The Bells (1922), no qual encarna um hipnotizador com traços caligarianos, até as constrangedoras produções mexicanas lançadas após sua morte, ocorrida em 1969. Juggernaut, uma arrastada e enfadonha produção inglesa, é o primeiro da meia dúzia de filmes do ciclo karloffiano que pretendo assistir para completar sua filmografia (descontando alguns filmes que considero impossíveis de encontrar no momento, como The Mad Genius, de 1931). É também um dos títulos mais obscuros de sua carreira - não consegui sequer descobrir o título brasileiro, se é que foi exibido por aqui - e alguns pesquisadores até o omitem da filmografia de horror de Karloff (por pura preguiça de se informar melhor, penso eu).
Karloff ficou (e ficará para sempre) marcado pela figura do monstro de Frankenstein, mas foi o ciclo de filmes no papel de médicos loucos que o consagraram como uma referência no cinema de horror. Desde a metade dos anos 1930 até o início da década seguinte, Karloff esteve mais às voltas com bisturis, estetoscópios e tubos de ensaio do que qualquer outra coisa. Em geral, era o médico cheio de boas intenções, no limiar de fazer uma descoberta revolucionária (a cura da paralisia ou o primeiro transplante cardíaco da história...), mas que acabava se tornando vilão ao tentar saber demais. Não cabe ao Homem contestar os desígnios divinos - este parece ser o ensinamento moralista de grande parte dos enredos clássicos de horror.
O Dr. Sartorius de Juggernaut é um desses sujeitos com muita ambição e pouco juízo. Depois de ser obrigado a encerrar suas pesquisas em busca da cura da paralisia, devido a falta de recursos financeiros, o doutor sai do Marrocos e vai trabalhar como um simples médico na Côte d’Azur, no sul da França. Porém, sua fama o precede e ele é procurado por uma moça que sabe de seu desejo de retomar as pesquisas científicas. Ela lhe oferece uma grande quantia em dinheiro, suficiente para ele concretizar os estudos, em troca de Sartorius “cuidar” do marido dela, um velho milionário e muito doente.
Considero Karloff um ator talentoso, com mais recursos dramáticos do que seu colega/rival mais famoso, Bela Lugosi. Porém, em Juggernaut ele vive um de seus piores desempenhos. Talvez seja culpa da incompetência de Henry Edwards na direção, pois todos no filme atuam de maneira teatral, com exageros ridículos - principalmente a mexicana Mona Goya, no papel da esposa infiel que quer dar cabo do marido para sustentar um irritante playboy viciado em jogatina. O estilo melodramático, antiquado, é típico do cinema inglês da época, anos atrasado em relação às produções americanas.
Apesar de ser inglês, Karloff filmou pouco em seu país natal. Seu primeiro horror britânico foi The Ghoul, de 1933, lançado no Brasil em DVD numa cópia lastimável como O Zumbi (o título original brasileiro é Dragore, o Fantasma). Em resumo, Juggernaut talvez seja o pior filme de Karloff; a ruindade é tamanha que apenas reforça uma de minhas teses: a de que determinados filmes raros e obscuros só são raros e obscuros... porque são muito ruins! Acabam interessando somente a pesquisadores e completistas como eu. Se mais alguém quiser se aventurar, saiu em DVD importado e é mais um título em domínio público.
Darei uma folga aos clássicos (para não deixar o blog repetitivo) e amanhã pretendo trazer uma surpresinha para vocês!
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