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quinta-feira, 25 de março de 2010

Linnea Quigley’s Horror Workout (1990)


   Tem que correr, tem que suar, tem que malhar... vamos lá! Não me canso de enumerar as coisas ridículas e constrangedoras que a década de 1980 consagrou. Foi a época na qual imperou o mau gosto e o exagero; a era do completo equívoco, em especial na maneira que as mulheres se vestiam e se maquiavam: penteados armados, terninhos com ombreiras e pintura facial de envergonhar o palhaço Bozo.
   Um dos fenômenos próprios da então chamada “geração saúde”, que se valia de um discurso muito vago sobre cuidar melhor do corpo, foi a obsessão por malhar, puxar ferro, ter o cooper feito. Foi nesse clima que a atriz Jane Fonda lançou um vídeo de ginástica que se tornou um inesperado campeão de vendas. Não, caro jovem, você não leu errado: um vídeo com uma balzaquiana malhando virou fenômeno de vendas em home video! Tanto que muita gente - semi-celebridades em busca de um trocado rápido - embarcou na onda da malhação e produziu seu próprio vídeo de workout; até mesmo a então já aposentada estrela erótica Traci Lords investiu nesse filão de gosto mais discutível do que pornô underage.
   Em meio a todas essas fitas de mulheres promovendo a importância de manter a forma, nenhuma consegue ser mais estapafúrdia e ao mesmo tempo divertida do que o Horror Workout protagonizado por Linnea Quigley, no qual a espevitada scream queen e sua patota, entre outras peripécias, fazem flexões e alongamentos enquanto tentam sobreviver a um ataque de zumbis. O vídeo - um surreal cruzamento entre os exercícios de Jane Fonda, a dança putrefada de Thriller e o humor escrachado de A Volta dos Mortos-Vivos - fez do termo “sacudir o esqueleto” algo mais do que apropriado.

domingo, 21 de março de 2010

Hollywood Chainsaw Hookers (1988): Michelle Bauer e Linnea Quigley

   Essa aí pilotando uma motosserra no cartaz é nossa musa sapeca Michelle Bauer. O filme, em si, não passa de mais uma picaretagem aprontada por Fred Olen Ray, sério candidato a pior cineasta de horror da era direct-to-video (brigando ombro a ombro com Jim Wynorski). Para piorar, Hollywood Chainsaw Hookers (1988) foi lançado no Brasil com o título O Massacre da Serra Elétrica 3: O Massacre Final, tentando se passar pelo terceiro filme da saga iniciada por Tobe Hooper e se valendo da presença de Gunnar Hansen, o Leatherface do original de 1974. O verdadeiro terceiro episódio foi realizado em 1989.
   O elenco traz outras aspirantes a estrela, todas vestidas em trajes sumários (elas fazem parte de um culto erótico secreto que promove danças com motosserras...), além da presença obrigatória da pequerrucha Linnea Quigley, a scream queen oficial da geração new wave.

Nightmare Sisters (1987): Linnea Quigley, Brinke Stevens e Michelle Bauer

   Um típico exemplar dos anos 80 para apresentar, num pacote só, algumas de nossas scream queens pós-Laurie Strode. O cartaz não deixa enganar: é uma tosqueira da pior qualidade, com todos os cacoetes oitentistas, dos figurinos e penteados new wave à sensualidade que se confunde com o vídeo pornô, mercado emergente na época. Michelle Bauer inclusive teve carreira no pornô hardcore poucos anos antes atuando como Pia Snow (entre outros filmes, fez o clássico erótico-futurista Café Flesh).
   Em Nightmare Sisters (1987), ela tem a companhia das pequeninas Brinke Stevens e Linnea Quigley. Brinke foi casada por muito tempo com o desenhista de histórias em quadrinhos Dave Stevens, que a usou como modelo de corpo para a personagem inspirada em Bettie Page que aparece em sua graphic novel Rocketeer. Linnea Quigley ficou notória por sua atuação como ‘Trash’, a punkzinha ruiva que tirava a roupa sem mais nem menos em A Volta dos Mortos-Vivos.
   A direção de Nightmare Sisters é de David DeCoteau, responsável por alguns dos mais vagabundos filmes de horror teen recentes. Nos últimos anos, DeCoteau tem seguido um estilo no mínimo peculiar, realizando filmes de horror com indisfarçável teor homoerótico. Virou cult entre gays enrustidos e assumidos.
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