CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

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sábado, 12 de março de 2011

Almanaque: Zé do Caixão


   José Mojica Marins completa 75 anos de idade neste dia 13 de março, ainda recebendo todas as homenagens que merece em vida e mostrando ser uma figura extremamente popular e relevante para a nossa cultura. Poucos cineastas podem se orgulhar disso, vivos ou mortos (o que, até certo ponto, explica o ciúme que ele desperta em alguns colegas).
   A homenagem desta vez fica por conta do programa especial que será exibido na madrugada se sábado para domingo, às 0h05, no Almanaque, da Globo News. O programa anuncia uma entrevista exclusiva com o Mojica, na qual mais uma vez ele revela a origem de seu personagem mais famoso, o agente funerário Zé do Caixão, surgido num pesadelo, e confessa que é um medroso na vida real.
   Para deixar meus parabéns ao mestre, selecionei treze caricaturas bem interessantes do Mojica como Zé do Caixão (repetindo o tema de galeria de arte que fiz nesta postagem em homenagem ao Vincent Price), que evidenciam a figura querida e conhecida que ele é.
 












sábado, 30 de outubro de 2010

Cayman: pôsteres de Halloween

   Em mais uma demonstração de extrema gentileza e disposição, meu grande amigo Cayman elaborou mais dois pôsteres exclusivos para este blog, desta vez aproveitando a época de Halloween. Cayman já havia desenhado o pôster da nossa seleção de astros do horror e colocou este modesto escriba ao lado de verdadeiros monstros do cinema de horror em desenhos de sua autoria, estudos para um épico horrorífico que ele vem preparando há alguns anos.
   Desta vez o regalo vem em dose dupla: o primeiro é um pôster colocando minha grotesca figura (isso é bom ou ruim?!) ao lado de uma galeria de monstros de meter medo em qualquer um. Sei que não tenho lugar ao lado dessa galera do mal, mas presente de amigo é sempre bem-vindo! A outra imagem destaca a Beatriz Saldanha, minha amadinha Bia, toda posuda, com olhar matador, unhas afiadas e caveira, rodeada por uma homarada de responsa (Cushing, Molina, Frid, Mojica, Hauer). Aposto que ela vai gostar, e espero que os visitantes do blog pelo menos se divirtam com esse exercício de auto-indulgência!
   E bom Halloween para todos!

domingo, 13 de junho de 2010

Saul Steinberg: The Trouble with Harry (1955)


   Muito da genialidade de Alfred Hitchcock se deve à sensibilidade do cineasta de se associar aos melhores artistas de suas respectivas áreas, quase sempre nomes de vanguarda, com quem formou parcerias memoráveis. Sua associação com talentos como Bernard Herrmann, Edith Head, Robert F. Boyle, Saul Bass e até Salvador Dalí é lembrada com alguma frequência, mas Hitch também contou com a arte de gente como Samuel Hoffman, o grande mestre do theremin, Oskar Sala, pioneiro da música eletrônica, e Ub Iwerks, animador do primeiro time de Walt Disney.


   Outro gigante que colaborou com Hitchcock foi o cartunista Saul Steinberg (1914-1999), que desenhou a sequência de abertura (sem receber crédito) da deliciosa comédia macabra O Terceiro Tiro, de 1955. Quem chamou minha atenção a esse detalhe foi meu amigo Edson Negromonte, que reconheceu os traços de Steinberg quando assistiu o filme, pelo menos duas décadas atrás. Na época eu não consegui encontrar nenhuma referência a isso, podendo recorrer apenas aos livros que tinha sobre Hitchcock. Recentemente, com a facilidade de se pesquisar na internet, pude confirmar que de fato foi Steinberg quem desenhou a imagem que aparece numa panorâmica durante os créditos iniciais.


   O cartunista nasceu na Romênia e migrou para os Estados Unidos para fugir do regime anti-semita que se alastrou pela Europa em meados da década de 1930. Ficou famoso principalmente por seu trabalho para a revista The New Yorker, onde começou a publicar em 1942 e, em mais de 50 anos de intensa produção, desenhou quase 90 capas e assinou mais de 1200 desenhos. Seu traço moderno, econômico e despretensioso revolucionou a ilustração comercial e influenciou gerações de desenhistas. Hoje esse estilo remete imediatamente ao frescor otimista da década de 1950, perfeitamente representado pela The New Yorker e também pela obra de Hitchcock, que em O Terceiro Tiro aborda o estilo de vida americano com seu peculiar senso de humor macabro.


   Capturei essas imagens diretamente do DVD do filme, pulando os quadros nos quais aparecem o nome dos atores e da equipe técnica. Também montei esses frames lado a lado para formar essa imagem panorâmica que coloquei abaixo (clique sobre a imagem para ampliar), que dá uma visão mais completa da ilustração de Steinberg.


sábado, 12 de junho de 2010

Irving Block: Macabre (1958)


   Talvez o detalhe menos valorizado de um filme sejam os seus créditos de abertura, mas não para mim, o defensor dos fracos e oprimidos no cinema, exaltador dos heróis não celebrados do horror. A arte de desenhar créditos de filmes só passou a ser valorizada me meados dos anos 1950, quando surgiu o nome de Saul Bass, cujo trabalho se destacou em comédias, épicos de aventura e em alguns dos melhores filmes de Hitchcock.


   Falando em Hitch... seu discípulo mais empenhado, o espertalhão William Castle, parece ter se inspirado nos graciosos créditos de abertura de O Terceiro Tiro (1955) quando realizou seu primeiro filme de horror, Macabro (1958). O estilo não é o mesmo, mas o humor negro certamente sim. Não fica muito claro quem se encarregou dos desenhos animados que aparecem ao final do filme, creditando coletivamente os nomes de Jack Rabin, Louis DeWitt e Irving Block (confira a ilustração do caldeirão). Os três são conhecidos técnicos de efeitos especiais e produtores associados, principalmente em filmes de ficção científica da década de 50, mas é provável que Block tenha cuidado dos desenhos, seguindo o estilo de alguns populares cartoons da época.


   Reparem que quem vem dirigindo o carro que abre o cortejo fúnebre (na primeira ilustração) é ninguém menos do que o próprio William Castle, com sua queixada inconfundível e a pose de magnata do cinema. Macabro é uma realização apenas modesta, que não pode ser comparada aos clássicos do horror que William Castle assinaria pelos próximos anos, mas já demonstra o estilo que o consagraria como ‘o mestre do choque’.


A Velha Casa Assombrada


   O diretor voltaria a recrutar um artista de traços sinistros e humor negro na comédia (um tanto sem graça) A Velha Casa Assombrada, de 1963, quando contratou o cartunista Charles Addams - criador da adorável Família Addams - para desenhar os créditos de abertura. Esses desenhos são a melhor coisa do filme - e isso se refere mais ao decepcionante resultado final dessa parceria entre Castle e a produtora Hammer do que necessariamente ao talento do cartunista.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cayman: Frankenstein, Drácula, Zé do Caixão e cia.

   Mais um pouco da arte do Cayman. Estas ilustrações são para um projeto ambicioso que nosso amigo desenhista está desenvolvendo há alguns anos. Na primeira imagem, é este normalmente pacato escriba quem aparece ao centro, com cara de mau e pose de “mexeu comigo, mexeu com meus amigos atrás de mim”. Os amigos em questão são ninguém menos do que Ted Cassidy como o monstro de Frankenstein e Christopher Lee como Conde Drácula, na versão Jesús Franco. Na segunda imagem, uma merecida homenagem ao horror brasileiro, colocando Zé do Caixão na companhia de uma loba sensual e mortal. Finalmente, o alter-ego do próprio Cayman é representado na terceira imagem, um Cavaleiro Negro armado no melhor estilo spaghetti-western. Contando com uma providencial ajuda do sobrenatural, vamos aguardar que essa obra ambiciosa de nosso imaginativo amigo veja a luz... ou as trevas!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Seleção do horror: pôster do campeão


   Aqui está o que faltava: o exclusivo pôster de campeão da nossa seleção de craques do cinema de horror. A eleição, com participação de dezenas de leitores-técnicos, escolheu nosso escrete dos 11 astros mais queridos dos filmes de horror (na verdade, um 12º nome se infiltrou na nossa lista e foi prontamente escalado como o mascote do time: obviamente um Corvo!).
   A arte é uma gentileza de nosso querido amigo Cayman, que dedicou muitas horas para retratar nossos 11... ops, quero dizer, 12 heróis das telas. Também foi idéia do Cayman me colocar como técnico da seleção, devidamente trajado de Morte, e me senti honrado de ter esse time na ponta da minha foice. Comigo em cena, somos 13, o que é um sinal de mau agouro... para os adversários, claro!
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