Musas… quem não as tem?!? Ainda mais nós, que respiramos essa arte fetichista que é o cinema, tão suprema no ofício de construir ilusões e nos convencer que meros seres mortais podem ser alçados à categoria de semideuses unicamente pelo processo químico da captura em celulóide?!
Tudo bem, chega de filosofia barata, não vou tentar convencê-los da pureza inocente da minha paixão pelas belezas da sétima arte. A verdade é que fiquei inspirado em elencar minhas musas do cinema depois de passear pela galeria de beldades escaladas pelo amigo Heraclito Maia em seu álbum no Facebook, o qual logo ganhou resposta da Beatriz em seu próprio álbum.
Como ando muito ocupado (não; não é preguiça!), desisti de escalar minha seleção de belas, que começava com Edna Purviance e seguia com Paulette Goddard e sabe-se lá onde eu ia acabar… O fato é que não podia faltar a argentina Isabel Sarli, certamente a mulher mais voluptuosa que já vi nas telas (e não venham chamá-la de vulgar; por mim, pode ferver no enxofre eterno quem a chamou de “provável musa de quem ganha salário mínimo”!). La Sarli, se hoje estivesse no esplendor de seus vinte-e-poucos anos, daria todo o sentido a essa tecnologia de cinema em terceira dimensão!
A presente galeria mostra uma Sarli ainda em início de carreira, mas já delineando as curvas que lhe valeriam o apelido de “Coca”; dizem que por ser viciada naquele famoso refrigerante que produz gordurinhas pelo corpo todo. Essa coleção de fotografias com delicioso sabor vintage (já comentei por aqui que adoro essas fotos com cores desbotadas, como nesta postagem com outra musa das telas, Julia Adams) é do arquivo da revista Life.














