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quinta-feira, 10 de março de 2011

Rock Horror Show (1975)



 
   Quem não gosta de Rocky Horror Show só pode ser ruim da cabeça e doente do pé. Um dos maiores fenômenos pop de todos os tempos, a peça musical escrita por Richard O’Brien sintetiza toda uma era, o casamento perfeito entre a fase nostálgica do rock’n’roll e as antigas sessões duplas de filmes de horror e ficção científica, tudo embalado com uma sensualidade sem limites no auge da androginia e do amor livre. Obviamente, era material perfeito para o cinema, e não demorou para surgir Rocky Horror Picture Show, provavelmente o maior clássico das sessões malditas e o derradeiro cult movie.
   O que nem todo mundo sabe é que o impacto do sucesso da peça ecoou no Brasil imediatamente, com a adaptação de Rock Horror Show (escrito assim mesmo) para os nossos palcos, encenada inicialmente no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro. Os bastidores dessa produção podem ser acompanhados no blog de Edy Star, nosso maior representante do glam rock, nas partes um, dois e três. Está tudo contado por quem participou da coisa, portanto não vou reproduzir tudo aqui. Só quero contar que Edy relata como substituiu Eduardo Conde no papel de Frank Father [sic], e que quando chegou ao teatro, o roqueiro Serguei estava de prontidão para se candidatar ao posto. O elenco original contava ainda com Lucélia Santos, Zé Rodrix, Wolf Maia e Diana Strella nos principais papéis. A peça posteriormente foi montada nos palcos paulistanos, com Paulo Villaça, Antonio Biasi e Lúcia Turnbull substituindo alguns dos atores da versão carioca.
   A trilha sonora da montagem carioca foi lançada em LP em 1975, pela Som Livre, mas infelizmente não está disponível em CD. A produção do disco ficou por conta de Guilherme Araújo e Zé Rodrix, responsável também por algumas adaptações. O repertório do LP inclui as três faixas anexadas nos vídeos acima - “Science Fiction” (Lucélia Santos), “Nostalgia Rock’n’Roll” (Zé Rodrix) e “Me Toque, Me Toque, Toque, Toque” (Diana Strella) - e traz ainda “O Anel de Noivado” (Wolf Maia e Diana Strella), “Luz na Casa de Frankstein” (Diana Strella, Wolf Maia e Kao Rossman), “A Espada da Morte” (Acácio Gonçalves e Nildo Parente), “Eu Te Faço Ser Homem” (Eduardo Conde), “É Só Me Chamar, Tudo Bem” (Wolf Maia e Diana Strella), “Eu Vou Partir” (Eduardo Conde) e “Só o Amor Interessa” (Wolf Maia, Diana Strella e Nildo Parente). Quem conhece bem o repertório original certamente notou a falta de algumas canções, especialmente a clássica “Time Warp”, mas suponho que só colocaram no disco o que cabia em 45 minutos.

15 comentários:

  1. QUE GENIAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Pena que isso não existe mais. E que elenco, hein? Bah!

    Sério... Elvira e agora RHPS. Acho que eu vou desmaiar! (e agora eu imaginei tu dizendo "I DIDN'T MAKE HIM... FOR YOUUU!!!")

    Vou citar esse teus post na minha monografia. E vou usar os textos do Edy Star também.

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  2. Hehehe, claro que foi pra você, Paloma. Gosto muito de ajudar em pesquisas e sugerir tópicos. Acho, inclusive que você deveria tentar entrevistar o Edy Star; apesar de escrever muito mal, acho que ele pode ajudar bastante a decifrar como foi essa montagem. Pena que o Zé Rodrix já morreu, certamente seria a pessoa certa para falar sobre isso, e pior ainda a Lucélia Santos, que deve ser praticamente inacessível.

    Ah, vale a pena ouvir a trilha completa. E vou mandar mais uma coisinha pro seu e-mail, aguarde!

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  3. Epa! Que maravilha, heim? =D
    Será que alguém ressuscita a peça algum dia?

    o/

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  4. A idéia não é nem um pouco absurda, e até arrisco dizer que teria potencial para fazer sucesso. Nunca se sabe... no Brasil tudo emplaca com alguns anos de atraso, e como parece que a peça não foi devidamente aplaudida na época, poderia voltar agora!

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  5. Ok! Vamos lá. Juliano, tu é o Frank. Primati, tu pode ser o Riff Raff. Eu sou o Eddie. Rocky Horror a missão! (eu faria uma montagem, mas a preguiça é muito forte)

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  6. De tanto assistir a este filme, acabei ficando a trilha sonora zoando nos meus ouvidos até mesmo quando estou tocando uma música diferente e dou um intervalo, me vem à mente: "There's a light over at the Frankenstein Place
    There's a light burning in the fireplace
    There's a light, light in the darkness of everybody's life." É duro de esquecer... e o pior é que eu gosto!

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  7. Rocky Horror Picture Show, eu me referi a este filme, embora tenha tenha curtido a trilha de Rock Horror Show bastante.

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  8. Rocky Horror Picture Show é um dos melhores filmes de todos os tempos! Um dos meus favoritos!

    Demais saber da existência de uma versão "made in brazil"! Queria muito ter presenciado isso nos palcos.

    Aliás, falando em RHPS... Um absurdo o DVD duplo ter saído de catálogo. Estou caçando um a anos! :/

    Parabéns novamente pelo post surpreendente! :)

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  9. Ei, Paloma, quero ser o travesti da Transilvânia! O Cristian Verardi tem que ser o Rif Raf. E você, magrinha assim, seria o Eddie??? Hehehe...

    Rodrigo, eu tenho esse DVD duplo, e ainda um documentário sobre os fãs do filme e aquelas sessões com participação da platéia. Querendo, é só dizer!

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  10. Pelo jeito vou ter que me contentar com uma cópia simples e levar o extra piratamente então... hehehe

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  11. Sim! É que desde o dia que eu nasci... Eu fui um problema...

    Eu comprei o Blu ray de aniversário do filme. Tem muitos extras e legenda em português :)

    Primati, tu tem que me fazer uma cópia do dvd dos fãs! Não tem como comprar na Amazon. Até é barato, mas como não é diretamente com eles, o frete é um absurdo.

    Rodrigo! Tu pode me passar teu email? Estou fazendo uma monografia sobre RHPS e quero entrevistar pessoas daqui do Brasil sobre o filme!

    Pode enviar um email pra el.judas.dancarino@gmail.com ?

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  12. Uau, deve ser demais esse Blu ray! Mas como não tenho aparelho e nem boto fé no futuro desse formato, vou ficar só na vontade mesmo...

    Vou copiar o DVD dos fãs. É só você ir pegar lá no curso no final do mês, hehehe.

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  13. Mandarei meus escravos buscarem, sem problemas. É nessas horas que eu gostaria de ter um clone. Ou pelo menos ser capaz de criar um homem, com um cabelo loiro e um bronzeado.

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  14. Carlos, a Diana Strella, do elenco, é a mesma Diana da psicodélica Equipe Mercado e da dupla vanguardista Diana & Stuhl, a qual atende hoje por Diana Dasha e que continua na ativa. Abraço!

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  15. Caramba, sensacional essa informação, Edson! Essa Equipe Mercado é uma das bandas de rock mais doidas que já ouvi! Saudades de maluquices como essa... Jamais imaginaria que é a mesma Diana...
    Edson, faltou eu comentar no texto que descobri essa versão do Rocky Horror graças ao seu vinil! Foi a única vez na vida que paguei alguém para transferir vinil para CD de áudio, e ainda quebrei a cabeça para escanear aquela capa enorme!

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