CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

domingo, 10 de janeiro de 2010

Encarnação do Demônio (2008)

   Sabadão à noite fiz uma sessão de cinema aqui em casa com meus grandes amigos Marco e Vladimir (que só ficam prometendo visitar o blog, mas nunca têm tempo...) para rever Encarnação do Demônio, filme que encerra a trilogia do Zé do Caixão. Só então me dei conta que, por mais que eu tenha conversado e dado palpites sobre o filme, nunca escrevi formalmente a respeito dele. O assunto já está caduco à esta altura, mas darei uns breves pitacos para quem ainda quiser discutir a obra.
   Foi apenas a segunda vez que vi o filme em sua forma definitiva, com pouco mais de 90 minutos. A primeira foi no cinema aqui da minha cidade, sala praticamente vazia, eu e minha namorada e um sujeito perdido lá nas primeiras fileiras. Antes assisti a dois workprints na produtora Olhos de Cão, sendo o primeiro com excruciantes duas horas de duração e o segundo com cerca de 105 minutos, e uma versão quase definitiva, com trilha sonora provisória que ajudei a compilar, numa sessão privativa no Cine Sesc, em São Paulo.
   Sempre fiz questão de deixar claro que não tenho qualquer interesse em fazer cinema, mas que fazia questão de participar dessa obra histórica, da melhor maneira que eu pudesse contribuir. Terei para sempre as melhores lembranças sobre o processo de criação, execução e finalização desse filme que nasceu cult e que marcará toda uma geração de aficionados pelo horror brasileiro (em especial, pelo cinema de Mojica) com o lema “eu assisti um filme de Zé do Caixão no cinema”.


   O filme, vocês sabem, começa com Zé do Caixão sendo libertado de um presídio de segurança máxima depois de passar 40 anos atrás das grades, onde pagou pelas barbaridades que cometeu em À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). Em sua nova morada, no meio de uma favela, Zé volta a procurar pela mulher ideal que lhe dará o filho perfeito. Contando com seu séquito de fiéis discípulos, tendo o corcunda Bruno à frente, o coveiro maldito volta a azarar a mulherada com esperanças de encontrar a escolhida. Entre baforadas de cachimbo, goles de peiote e noites mal dormidas, Zé sofre alucinações com os fantasmas de suas vítimas do passado e começa a contestar a própria sanidade.
   Porém, não é só o Além que tem contas a acertar com o assassino com unhas “desse tamanho”: dois irmãos policiais (Jece Valadão e Adriano Stuart, que só contracenam graças às mágicas da edição de Paulo Sacramento) querem ver a caveira de Zé do Caixão e apelam para toda a truculência e brutalidade inerentes à sua posição de “otoridade”. Tem também um padre doido de pedra, do tipo que se autoflagela ouvindo música sacra, filho do médico queimado vivo por Zé no primeiro episódio da trilogia. Polícia e Igreja se unem contra o herege infame.
   O filme tem falhas em quase todos os departamentos. O roteiro é apressado em alguns momentos e teve que ser remendado para se adequar à ausência de Jece Valadão, falecido depois de poucos dias de filmagem; as atuações são desiguais, transitando entre discreto, histérico e exagerado, e as cenas chocantes de tortura e mutilação, em sua ânsia pelo realismo extremo, cometem gafes imperdoáveis como o “carrasco” que costura a boca de uma mulher usando luvas cirúrgicas! Porém, é um filme visualmente deslumbrante, repleto de cenas de impacto e cenografia surrealista. Para mim, o que mais salta aos olhos - e é o que realmente importa - é que Encarnação do Demônio é um filme com culhões; cinema corajoso, selvagem, horror físico e metafísico, que não tem medo de colocar um septuagenário Zé do Caixão em luta corporal com seus inimigos, ao mesmo tempo em que propaga sua filosofia bestial e troca carícias com mulheres ideais. Mulheres de todas as raças e formatos, nuas e em quantidade, pois mulheres nunca são demais - e no écran nunca devem estar vestidas.

Cinema impetuoso, ousado, para poucos


   O filme foi festejado de maneira praticamente unânime pela crítica - em alguns casos, com certo ar de mea culpa, de gente que cansou de implicar com o “velhinho” Mojica - e colheu troféus alhures, mas foi um absoluto fracasso comercial no mercado doméstico. Azar do zé-povinho, que lota os cineplex de shopping perfumados de pipoca amanteigada, para ver quantos Jogos Mortais os ianques imperialistas fizerem e desdenha com sorrisinho arrogante quando indagado sobre o que tem a dizer de nosso Zé. Diante disso, dá aquela vontade de que o filme fosse mais “nosso”, cinema hermético e auto-suficiente, auto-indulgente e feito para os iniciados, dando uma proverbial banana àqueles que ignoram as peripécias sessentistas de Josefel Zanatas e sua filosofia de botequim. Mais ainda: faz a gente pensar que, entre as cenas não aproveitadas, deve existir material precioso de Zé Celso e Zé Mojica visitando o purgatório dantesco, mais improvisos geniais de Adriano Stuart e muita cena de horror com sacanagem e sacanagem com horror. Cenas estas que quiçá tenham sido sacrificadas em benefício de um filme mais “redondo”.
   Encarnação do Demônio não é o filho perfeito de José Mojica Marins, não chega aos pés do imponente, delirante e psicossomático Ritual dos Sádicos (1970), mas é a prova em celulóide que seu sangue tem poder e que seu legado cinemático é perpétuo. Afinal, como filosofa Zé do Caixão lá pelas tantas, “imagens não morrem”!

18 comentários:

  1. De fato, é uma honra poder presenciar esse momento do horror nacional. É lamentável para os envolvidos que o filme não tenha tido retorno nas bilheterias, mas, sinceramente, eu não esperava outra coisa desse publicozinho.

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  2. Ótima crítica, Primati. Concordo totalmente com você.

    Meu único adendo é que eu acho que o meior problema do filme do Mojica, acabou sendo o próprio Mojica. Depois de décadas fazendo aquele personagem caricato na TV, o grande público nem sabe da existência daquele personagem macabro dos anos 60.

    Mesmo assim, é sem dúvida um marco para o terror nacional que infelizmente não foi bem de bilheteria.

    Ah! Ótimo blog! :-)

    abs
    Dimitri

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  3. Que legal sua visita, Dimitri! Espero que acompanhe sempre o blog e deixe seus comentários! Realmente, o verdadeiro problema enfrentado pelo Mojica é ele mesmo. Inclusive, o teor da conversa com esses meus amigos no sábado foi justamente o quanto o Mojica prejudica a ele próprio devido às ridículas aparições públicas que faz, sempre se caracterizando de Zé do Caixão para apresentar shows de rock, eventos de Halloween e inauguração de bingo. Isso é indigno de um cineasta e não podemos culpar somente o povo por não saber quem ele realmente é, mas acho que o Mojica tem medo que a fama escorregue novamente pelos dedos (ou pelas unhas?) e ele volte ao terrível ostracismo que amargurou desde o início dos anos 80 até meados dos anos 90. Quem nunca viu um filme do Mojica pensa que ele é esse cara aí, um sujeito ridículo, sem noção, que faz cinema de improviso... E não é nada disso; o Mojica é um artista de respeito e que tem uma visão toda particular do que é o horror. Infelizmente (ou felizmente, sei lá), ele só é compreendido mesmo pelos iniciados no horror e acho que é nesse ponto que o público "normal" não merece qualquer consideração, pois são as pessoas que assistem JOGOS MORTAIS e outros filmes igualmente violentos e tratam como se fossem coisas completamente diferentes dos "trash" do Mojica.

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  4. Acabei sempre evitando escrever sobre esse filme, pois é óbvio que ele foi esperado com a maior ansiedade enquanto eu fazia minha pesquisa, então não pude esconder minha decepção com a irregularidade do que assisti no cinema (um cinema, infelizmente, vazio já no dia da estréia).

    O que me chateou nesse filme foi ver um inegável esmero de produção totalmente descompassado com problemas quase amadorísticos de direção de atores e de roteiro. Com isso, o conjunto perde muito a força e se tem uma sensação de desperdício em todos os sentidos.

    De qualquer forma, o maior complicador foi mesmo o vacilo do filme entre a figura original do Zé do Caixão e o personagem mais divertido e patético que ele criou ao longo do tempo. A mistura que se tentou fazer, somada à da idade avançada do Mojica (que torna várias passagens inverossímeis ao ponto do inaceitável), acabou atrapalhando demais o projeto.

    Ainda assim, creio que "Encarnação do Demônio" está longe de merecer tanto o desprezo que recebeu do público quanto a repentina condescendência da imprensa.

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  5. Perfeito tudo que você disse, Laura! É exatamente isso. Por isso digo que, se era pra fracassar, que fizessem um filme completamente doidão! Gosto de todo tipo de cinema, consigo me divertir tanto com Scooby Doo quanto com Jogos Mortais, mas se eu fosse cineasta, queria ter a liberdade de fazer filmes somente para mim - algo como o Jean Rollin, o cara que faz os melhores filmes imperfeitos do mundo, e tem algo a dizer em todos eles. Infelizmente, a impressão que se tem é que o filme do Mojica tem pouco a dizer.

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  6. Pode não ser a melhor película do Mestre, mas em minha opinião fecha bem a trilogia iniciada nos anos de 1960. Claro que nem tudo é perfeito no estranho mundo de Zé do Caixão, e o filme apresenta algumas falhas já citadas pelos amigos e amigas acima. Uma coisa que eu particularmente não gostei, foram algumas reações do famoso Coveiro após ver algumas assombrações de suas vítimas passadas. Mesmo sendo uma pessoa perturbada e perseguida por seu passado, acho que ele ficou muito assustado, sempre chamando o fiel Bruno para ajudá-lo. Adorei a abertura do filme. As montagens e fotografia são maravilhosas. A cena em que a câmera abre para o plano do cemitério com Zé e seu cachimbo é uma das mais belas que já vi num filme de horror, mostrando mais uma vez que filme de horror também é arte. Além disso, o filme tem muita coisa legal, como na sequência em dos dois Zés no purgatório – tirando o cara com as luvas que quase estragou tudo, não fosse pela atuação maravilhosa do Zé Celso. Outro destaque são alguns diálogos principalmente do personagem de Adriano “Unhas desse Tamanho” Stuart e do saudoso Jece Valadão. As cenas em que o personagem volta ao passado onde acontece um final inesperado para Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver mostram cuidado e carinho muito especiais na montagem. O “sósia” gringo ficou perfeito. O desfile de beldades nuas também é um espetáculo à parte, para a alegria do protagonista – e nossa também. Agora para aqueles que infelizmente não conhecem os outros dois filmes a trama acaba ficando um pouco confusa e perdendo justamente o brilho nas citações as outras obras, inclusive até de filmes fora da trilogia, como na cena em que o Padre diz a frase “... delírios de um anormal". Outro ponto ruim foi à bilheteria, que como já citaram, pessoas que vêem filmes como Jogos Mortais, Albergues e outros não vão confeir essa obra cheia de sangue do Mojica. Talvez uma falha na distribuição e divulgação do filme também seja responsável, ou o simples fato da pessoa de José Mojica ser ainda confundida e não levada à sério devido a tantas aparições do seu personagem como enfatizou o amigo Dimitri. Zé do Caixão faz parte do imaginário popular, mas o público ainda não está preparado para o cinema sisudo e ousado do Mestre, mesmo depois de quarenta anos.

    Carlos, Parabéns pelo Blog! Abraço! Marco

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  7. Opa, que legal o povo se animando em falar sobre filmes brasileiros! Vou colocar mais exemplares nacionais no blog e espero ver mais gente comentando!

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  8. Fui iniciado no estranho mundo do Zé do Caixão, recentemente, e apesar de ter visto apenas, sei lá 1/4, 1/5 da filmografia do mestre do horror brasileiro, já estou colocando minhas manguinhas de fora e me auto intitulando fã do cineasta. Pode?!
    Não sou louco de me atrever a comentar detalhes técnicos do filme, até porque, todos vocês já o fizeram com muita propriedade, entretanto, gostaria de compartilhar de maneira, um tanto resumida (é claro...) o que senti ao ver este e outros filmes do Mojica.
    Sabem, as impressões que tenho é que o Zé do Caixão se diferencia de tantos outros personagens e filmes do gênero, essencialmente, por ser maldito além da conta! A trilogia fechada com Encarnação do Demônio é transgressora, profana, ultrajante, mas sobretudo, psicológicamente violenta. Olha, é bem o que o Carlos disse: "um filme com culhões!"
    Parece que não existe limites para o Zé do Caixão e talvez seja esse o grande diferencial, quando comparado ao cinema estrangeiro, que tem algumas regras "éticas", não é mesmo, Carlos? Será que não é exatamente por isso que os gringos tanto o idolatram?
    Como eu já havia dito ao Carlos e Marco, gostei muito do filme e achei que a película é bastante perturbadora, apesar de algumas cenas bem humoradas, protagonizadas pelo Adriano Stuart: "se acharem o puto..."
    Quero também fazer coro contra a supracitada cena das luvas. Realmente, não deu para entender aquilo, o que, por sua vez, enseja uma perguntinha: não seria possível "maquiar" aquelas luvas? Enfim, que mancada!
    E sobre o fracasso doméstico do filme, esperar o que do público brasileiro? Ô raça pródiga para desmerecer suas próprias coisas!
    Ah, eu já contei que o Lucas morre de medo do Zé do Caixão, mas vocês sabiam que ele o imita? Bem, ele faz uma mistura das falas dele antes dos dois primeiros filmes da trilogia, mais ou menos assim:
    "...este filme que vocês vão assistir, Esta Noite Encarnarei no teu Cadááááááver... a muler feita...", e por aí afora.
    Que figurinha...
    Parabéns Carlos, puta blog! Eu tenho que frequentá-lo mais, pois estou aprendendo com vocês que são muito bambas!

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  9. Nossa, que legal! Concordo com seus comentários, acho que esse aspecto transgressor e profano é o que faz com que os gringos se encantem tanto com Zé do Caixão, pois poucos cineastas do gênero se atrevem a fazer filmes assim. Fico contente e surpreso ao ver pessoas "normais" (ou seja, que não sejam fanáticos por filmes de horror como eu e muita gente que conheço) também são capazes de gostar dos filmes do Mojica. Muito bacana isso, que surpresa legal! A cena das luvas é mesmo complicada... Eu acho que poderiam colocar umas luvas prestas por cima, não? Hehehe...
    Para quem não sabe, o Lucas é o filho de 5 anos do Vladi, que parece que já está trilhando o caminho do horror. O menino começou bem, com MAD MONSTER PARTY, e já pulou direto pra Zé do Caixão! Vladi, vamos voltar a conversar de Mojica e assistir a obra-prima dele, O DESPERTAR DA BESTA. E tenho certeza também que você vai adorar O ESTRANHO MUNDO DE ZÉ DO CAIXÃO.

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  10. Carlos, o convite já está mais do que aceito!
    E o Lucas, hein?! Você precisava ver ele falando...

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  11. Como ainda não assisti a esse filme (pronto, fui banido do blog!), só vou comentar sobre sua frase sobre participar do processo de criação do filme.

    Alguns anos atrás, fiz uma oficina de roteiro com o Mojica, onde no último dia escolhemos o melhor roteiro para filmar um curta.

    Ficou horrível, no pior sentido, mas a sensação de ter "aquele cara" ali do seu lado, dando instruções aos pseudo-atores, valeu pro resto da vida.

    Pra ter uma noção do quanto o curta ficou tenebroso, o Mojica levou a gravação pra São Paulo dizendo que iria inserir música e efeitos especiais, e depois mandaria uma cópia pra cada um dos participantes (uns quarenta).

    Isso foi em junho de 2006...

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  12. Gustavo, nem de brincadeira pense que alguém seria banido do blog por ter opiniões ou preferências diferentes do autor ou dos frequentadores mais assíduos!
    Legal essa história da oficina com o Mojica. Só me diz uma coisa: o roteiro pelo menos era bom?? Afinal ele foi escolhido como o "melhor"... Vi alguns filmes de alunos do Mojica, e não me animei com nenhum, hehehe.

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  13. Carlos o parece que Mojica também dava aulas em uma escola de Detetives, procede? Acho que vi isso em algum lugar faz algum tempo. Nossa fiquei imaginando o filho do Vlad imitando o Zé do Caixão! Ele está bem encaminhado! Gostaria de sugerir mais filmes e curtas brasucas. Fiquei babando com "Olhos de Vampa"...Também encarei o tal do Mini Vampiro. Isso é que filme pra assustar!

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  14. Sim, o Mojica também tem um curso para detetive particular, no qual ele ensina como o sujeito investigar sem ser notado, hehehe. Acho que teve uma matéria sobre isso num dos primeiros programas do Mojica no Canal Brasil. Comentarei mais filmes brasileiros aqui sim. Gosto de OLHOS DE VAMPA, mas não acho que seja simplesmente uma "comédia erótica" como muita gente diz. Acho o filme até bem deprimente (fora as bundas, claro!).

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  15. Primati, o curta era horrível, na mau sentido! O roteiro só foi escolhido por permitir trabalhar com orçamento zero. Infelizmente, pouca gente ali estava levando a coisa a sério, houve até quem disse que estava ali só pra ver como era o Zé do Caixão ao vivo, não tinha a menor vontade de fazer cinema.

    Apesar dos pesares, achei que a experiência foi do tipo que se guarda na memória como se fosse um tesouro. Eu tinha visto poucos filmes dele, só aquela caixa de DVDs que saiu e está esgotada (ele me disse que nem ele tem!), mas já admirava a insistência e a força de vontade dele. A gente tem que admirar um pioneiro do terror brazuca, não é?

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  16. Hehehe, é bem a cara do Mojica isso! Uma pena essa oficina ter tanta gente desinteressada... Difícil mesmo é acreditar que aquele pessoal todo que frequenta a "escolinha" de atores do Mojica acredita mesmo que vai seguir carreira nas artes dramáticas! Também tenho as melhores lembranças da produção desse box do Mojica; lembro, por exemplo, que foi durante a Copa do Mundo e ele chegava atrasado para gravar as trilhas de comentário porque estava em casa vendo jogo na TV, hehehe.

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  17. Ótimo texto! E eu só tenho a acrescentar:

    Eu assisti um filme do Zé do Caixão no cinema!!! Quatro vezes!!!

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