CRÍTICAS, ANÁLISES, IDÉIAS E FILOSOFIAS EM GERAL A RESPEITO DE FILMES DE HORROR DE TODAS AS ÉPOCAS, NACIONALIDADES E ESTILOS, E MUITAS OUTRAS COISAS RELACIONADAS AO GÊNERO

quinta-feira, 25 de março de 2010

Linnea Quigley’s Horror Workout (1990)


   Tem que correr, tem que suar, tem que malhar... vamos lá! Não me canso de enumerar as coisas ridículas e constrangedoras que a década de 1980 consagrou. Foi a época na qual imperou o mau gosto e o exagero; a era do completo equívoco, em especial na maneira que as mulheres se vestiam e se maquiavam: penteados armados, terninhos com ombreiras e pintura facial de envergonhar o palhaço Bozo.
   Um dos fenômenos próprios da então chamada “geração saúde”, que se valia de um discurso muito vago sobre cuidar melhor do corpo, foi a obsessão por malhar, puxar ferro, ter o cooper feito. Foi nesse clima que a atriz Jane Fonda lançou um vídeo de ginástica que se tornou um inesperado campeão de vendas. Não, caro jovem, você não leu errado: um vídeo com uma balzaquiana malhando virou fenômeno de vendas em home video! Tanto que muita gente - semi-celebridades em busca de um trocado rápido - embarcou na onda da malhação e produziu seu próprio vídeo de workout; até mesmo a então já aposentada estrela erótica Traci Lords investiu nesse filão de gosto mais discutível do que pornô underage.
   Em meio a todas essas fitas de mulheres promovendo a importância de manter a forma, nenhuma consegue ser mais estapafúrdia e ao mesmo tempo divertida do que o Horror Workout protagonizado por Linnea Quigley, no qual a espevitada scream queen e sua patota, entre outras peripécias, fazem flexões e alongamentos enquanto tentam sobreviver a um ataque de zumbis. O vídeo - um surreal cruzamento entre os exercícios de Jane Fonda, a dança putrefada de Thriller e o humor escrachado de A Volta dos Mortos-Vivos - fez do termo “sacudir o esqueleto” algo mais do que apropriado.

3 comentários:

  1. Não se sabe o que é pior: o cabelo, o figurino, a música ou a idéia mesmo. Mas pelo menos a Linnea Quigley parece uma figura simpática.

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  2. Concordo que nos anos 80 houve muita coisa ridícula!Mas acho que em todas as épocas existiram coisas do gênero!e agora,no século 21,parece que as coisas ficaram ainda piores,deixam os anos 80 no chinelo!é só sair nas ruas e ver!E este filme da Línea Quigley,eu conheci através da revista SET terror e ficção!

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  3. Se nos anos 80 imperou o mau gosto e o exagero, o que dizer de agora, nos anos 2000? Não dá quase pra saber se um indivíduo da televisão ou da revista é homem ou mulher: os seios são postiços, o rosto tem botox, o cabelo é oxigenado e alisado na pranchinha(cabelos afro-descendentes são condenados sumariamente), ter barriga é condenável, lipoaspiração nos glúteos e abdomen são "normais", pêlos pubianos são sinônimos de vergonha e falta de higiene(que 'pérola'!), tendo que ser todos retirados; olhando as pernas não dá pra saber se são de mulher ou de lutador de boxe. E qualquer pele branca é vista como de doente. Tem que ser negra ou bronzeada.

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